Depois de uma temporada surpreendente com 52 vitórias e a segunda posição no Oeste, o Houston Rockets acabou eliminado no Jogo 7 da primeira rodada dos playoffs pelos Golden State Warriors. Dois dias após a queda, o general manager Rafael Stone falou à imprensa sobre o futuro da franquia — que, embora promissor, precisa de ajustes para competir em alto nível na pós-temporada da NBA.
Então, Stone deixou claro que ninguém no elenco está imune a mudanças, mesmo que o núcleo jovem siga sendo o plano central da franquia. “No negócio em que estamos, ninguém é intocável,” afirmou. “Valorizamos muito todos no nosso elenco. Temos escolhas de Draft acumuladas para isso: seja para selecionar talentos ou melhorar nosso grupo atual”.
Jovens talentos como base, mas com ambição maior
Com Alperen Sengun, Amen Thompson e Jalen Green, todos com 23 anos ou menos, o Rockets construiu uma base sólida. Inclusive, esse trio teve desempenhos marcantes na temporada regular. No entanto, como o próprio Stone reconheceu, esse bom rendimento não se refletiu completamente nos playoffs.
Mesmo com o elenco jovem, Houston manteve um ataque coletivo e evitou dependência de um único jogador. “Nosso time não gira em torno de uma só peça ofensiva,” explicou Stone. “Queremos punir qualquer marcação focada, e em algumas partidas fizemos isso. Em outras, não”.
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Portanto, embora o plano inicial continue sendo o desenvolvimento interno, a experiência recente acendeu um alerta: apenas talento bruto pode não ser suficiente para avançar em um cenário tão competitivo quanto os playoffs da NBA.
Dessa forma, atualmente muitos rumores apontam os Rockets como grandes favoritos a uma super-troca pelos astros Giannis Antetokounmpo ou Kevin Durant. No caso, a principal peça enviada por Houston para Phoenix pode ser o ala-armador Jalen Green. Embora mostre grande potencial, Green parece ser ‘carta fora do baralho’ quando comparado a Amen Thompson e Sengun.
Mudanças pontuais, mas com critério
Apesar da possibilidade de trocas, a prioridade é a continuidade. Stone destacou que mudanças só acontecerão se fizerem total sentido no contexto atual. “O nível de exigência para qualquer alteração é muito alto,” afirmou. Com seis escolhas de primeira rodada até 2030, os Rockets têm grande poder de barganha, mas também paciência.
O objetivo, segundo o executivo, segue inalterado: “Queremos construir um time campeão. Todos aqui ainda acreditam nisso”. Agora, o desafio é transformar essa base jovem e talentosa em uma equipe madura e capaz de brilhar também em maio — não apenas entre outubro e abril.
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