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Parte dos Wizards é vendida para fundo do Catar

Gustavo Assef

Agora, parte do Washington Wizards pertence a um dos fundos soberanos mais ricos do planeta

No Washington Wizards notícia que não seja negativa já é motivo de festa, já que são raras. Isso porque são sete temporadas seguidas com campanha negativa e neste século os Wizards não conseguiram montar uma equipe que realmente brigasse pelo título da NBA. Inclusive, a última vez que conseguiram chegar na final de conferência foi ainda na década de 1970, quando foram campeões uma vez e vice em outra.

Porém, nesta sexta-feira (19) seus fãs puderam receber uma notícia sem precisar lamentá-la. De acordo com o The Athletic, Laurene Powell Jobs, ex-esposa de Steve Jobs, vendeu sua parte na Monumental Sports & Entertainment (MSE), dona de parte do Washington Wizards. Os compradores foram a Arctos Partners e a Qatar Investment Authority, um fundo soberano do Catar. Assim, os dois novos investidores passam a ter parte dos Wizards, apesar de terem limitações impostas pela NBA.

De acordo com o CBA atual da liga, fundos soberanos individuais (caso da Qatar Investment Authority) e empresas de private equity (caso da Arctos Partners) podem deter, no máximo, 20% de uma equipe. Além disso, esses investidores devem permanecer passivos e não podem exercer autoridade de gestão sobre as equipes. Assim, os novos donos não devem modificar muito como as coisas funcionam nos Wizards, apesar de fazerem parte do conselho da franquia. Vale lembrar que a Arctos Partners também possui fatias do Golden State Warriors, Utah Jazz, Sacramento Kings e Philadelphia 76ers.

A MSE de Laurene Powell Jobs possui partes dos Wizards e de diversas outras franquias em Washington, sendo elas: Washington Mystics (WNBA), Washington Capitals (NHL) e Capital City Go-Go (NBA G League).

A temporada do Washington Wizards até aqui

Depois de terem a segunda pior campanha na temporada passada, os Wizards trouxeram veteranos e outro talento de loteria, que prometiam subir o nível da equipe. Assim, naturalmente a expectativa era de que Washington fosse melhor do que na temporada passada e ao menos desse um passo em direção a se tornar uma equipe competente.

No entanto, o time parece não coeso e uma catadão de jogadores com algum talento em quadra. Mais do que isso, os veteranos pouco produzem ou fazem isso de forma inconsistente. O ponto positivo é o desenvolvimento de Alex Sarr e de Kyshawn George, dois jovens jogadores que claramente evoluíram em relação ao último ano. Porém, é difícil imaginar um mundo em que este time será competitivo.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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