Listamos as maiores necessidades de cada uma das 30 franquias da liga
O All-Star Game 2025 já está nos livros de história da NBA. Agora, a temporada regular entra em um momento decisivo. Cada uma das equipes já definiu seu objetivo, e a briga esquenta não só no topo da tabela, como também na parte de baixo.
Assim, ao passo em que o calendário se afunila, alguns times já pensam na pós-temporada, e outros no Draft. Porém, todos podem se beneficiar de ajustes que os ajudem a alcançar os respectivos propósitos.
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Pensando nisso, o The Playoffs preparou uma lista completa com a principal necessidade de cada franquia após a parada para o All-Star.
Confira aqui a parte 1 e, abaixo veja a parte 2 da lista!
Até então, apenas o Utah Jazz (16) desperdiçou mais lideranças de dez ou mais pontos que o Miami Heat (13) na temporada da NBA. A principal missão da franquia da Flórida foi executada com sucesso: encontrar um novo lar para Jimmy Butler.
Agora, é hora de seguir em frente, confiando cada vez mais em Bam Adebayo e Tyler Herro (que vem tendo o grande ano de sua carreira), ao passo em que tenta encaixar os novos reforços Andrew Wiggins, Davion Mitchell e Kyle Anderson à rotação.
O Milwaukee Bucks se recuperou do início preocupante de campanha, com duas vitórias e oito derrotas. O título da NBA Cup, com direito à vitória imponente sobre o Oklahoma City Thunder, garantiu certa confiança ao elenco e a Doc Rivers.
No entanto, o retrospecto diante de seus principais concorrentes continua péssimo. Milwaukee tem 13 derrotas e apenas sete vitórias contra times de campanha positiva. Contra as maiores forças da Conferência Leste, o cenário é ainda mais preocupante.
Os Bucks perderam todos os oito compromissos diante de Boston Celtics, Cleveland Cavaliers e New York Knicks até o momento. Restam um jogo contra os Cavaliers e um contra os Knicks para mudar essa escrita antes dos playoffs.
Nenhuma equipe da liga vem passando por tantas sequências quanto o Minnesota Timberwolves. Sejam elas positivas ou negativas. Desde o início da temporada, o time alterna entre séries de três ou quatro vitórias e emplaca número parecido de derrotas em seguida.
Agora, os Wolves entraram na pausa para o All-Star Game depois de uma vitória importantíssima contra o Thunder. Pode ser o momento perfeito para engatar, enfim, uma sequência de vitórias maior e entrar de vez na briga por vaga direta na pós-temporada.
O momento para isso não poderia ser melhor – e também mais complicado. A equipe encara, respectivamente, Houston Rockets, Oklahoma City (duas vezes) e Los Angeles Lakers. A boa notícia é que, após a parada, pode ter de volta nomes importantes como Julius Randle e Donte DiVincenzo.
Muito por conta das intermináveis lesões em seu elenco, o New Orleans Pelicans viu sua temporada ir por água abaixo ainda nos primeiros meses. Agora, já sem esperanças de sucesso, luta ao menos para sair da vergonhosa lanterna do Oeste.
Para os torcedores que quiserem ver o copo meio cheio, dois fatores merecem atenção. O primeiro é que, ao menos, os Pelicans são donos de sua própria (e provavelmente alta) escolha de primeira rodada em 2025.
Já o segundo é que Zion Williamson está de volta às quadras com regularidade. Depois de perder 30 dos primeiros 37 compromissos da campanha, o ala-pivô disputou oito dos últimos dez. Ainda que seu físico pareça uma dúvida constante nesta altura, é importante que ele consiga permanecer em quadra na reta final da temporada.
A campanha do New York Knicks (36 vitórias e 18 derrotas) não deixa dúvidas: a franquia briga, mais uma vez, pelo topo do Leste. A troca de Karl-Anthony Towns já pode ser considerada um sucesso, e o (agora) pivô vem jogando o melhor basquete de sua vida.
Por outro lado, a principal identidade do time comandado por Tom Thibodeau ao longo dos últimos anos parece ter se perdido: a defesa. E isso pode ser uma grande preocupação nos playoffs.
Atualmente, os Knicks são apenas a 18ª unidade defensiva em pontos sofridos a cada 100 posses de bola. É ainda a 11ª que mais cede pontos no garrafão e a pior em aproveitamento dos adversários no perímetro. Números que ajudam a explicar as duas surras sofridas diante dos Celtics.
Desde a virada do ano, o cenário é ainda pior, com New York continuando como o pior em aproveitamento cedido no perímetro e assumindo também a lanterna em pontos cedidos no garrafão. Cabe a Thibodeau, amplamente reconhecido como um especialista em defesa, corrigir os problemas citados antes que seja tarde demais.
O Oklahoma City Thunder parece ter chegado em uma prateleira única na NBA. Claro que a equipe ainda poderia corrigir alguns fatores, como certos momentos de dificuldade no ataque quando não conseguem forçar turnovers e o aproveitamento oscilante do perímetro.
No entanto, nenhum dos problemas citados (ou qualquer outro) foram capazes de impedir a jovem equipe de se tornar um verdadeiro rolo compressor no Oeste. O Thunder é dono da melhor defesa da liga, com sobras, e tem em Shai Gilgeous-Alexander o favorito ao prêmio de MVP.
Agora, com a primeira colocação da Conferência basicamente encaminhada, resta a Oklahoma City rezar para que os Deuses do basquete conservem a saúde de suas estrelas (em especial de Chet Holmgren).
Durante boa parte da campanha, o Orlando Magic foi capaz de se sustentar em posição confortável na tabela mesmo sem os seus dois principais jogadores, Paolo Banchero e Franz Wagner.
Inexplicavelmente, desde que a dupla retornou, o desempenho do time despencou. Desde o dia 10 de janeiro, data em que Banchero disputou seu primeiro jogo depois de perder 26 em sequência, Orlando tem o pior ataque da NBA.
O aproveitamento do perímetro, problema crônico do elenco, atingiu seu ponto mais baixo. No mesmo período, é de 29,8%, obviamente também o pior de toda a associação. Os fatores ajudam a explicar as 12 derrotas em 17 jogos, e a chance real do Magic ser obrigado a passar pelo Play-In em abril.
Philadelphia viveu, de longe, o pior começo de temporada entre as equipes de maior expectativa. E, até o momento, nem mesmo a tão esperada volta de seu big 3 foi capaz de solucionar os problemas.
Por sinal, na atual sequência de cinco derrotas consecutivas, quatro delas aconteceram com Joel Embiid, Paul George e Tyrese Maxey juntos em quadra. E as piores performances, de longe, tem vindo de George.
A vaga no Play-In muito provavelmente será garantida. No entanto, o veterano precisa entregar desempenho condizente com seu contrato de US$ 211 milhões em quatro anos para que a franquia da Pennsylvania tem alguma chance de sonhar.
A situação do Phoenix Suns é delicada em todos os sentidos possíveis. Além de ser dona da maior folha salarial da NBA e já ter ultrapassado todos os limites financeiros imagináveis, a equipe se encontra fora até mesmo da zona de classificação ao Play-In.
Para piorar, enfrentará a tabela mais difícil do restante da temporada. Nesta altura, só mesmo um milagre pode ajudar os Suns, que mesmo com tanto talento em seu plantel, não mostram sinais de que têm condições de reverter o cenário atual.
Surpreendentemente, o Portland Trail Blazers se tornou um dos times mais quentes da liga nas últimas semanas. Muito do bom desempenho partiu de excelentes atuações de seu núcleo jovem.
Agora, sem pretensões de brigar por grandes objetivos, os Blazers podem aproveitar o resto da campanha para mensurar as expectativas em torno de nomes como Scoot Henderson, Shaedon Sharpe, Toumani Camara, Deni Avdija, Donovan Clingan e outros.
Sacramento levou um duro golpe ao se ver obrigado a trocar De’Aaron Fox, líder da franquia ao longo dos últimos anos. Agora, a saída do armador já é passado, e a nova tarefa é encontrar uma forma de adequar Zach LaVine a um time titular que já conta com vários ball handlers e com uma defesa frágil.
Já o San Antonio Spurs, que recebeu Fox sem precisar abrir mão de jovens talentos como Stephon Castle, Jeremy Sochan e Devin Vassell, tem tempo para descobrir a melhor maneira de potencializar a dupla do novo camisa 4 com Victor Wembanyama. Isso porque dificilmente conseguirá até mesmo uma vaga para o Play-In, algo que também não atrapalha os planos da franquia para o futuro próximo.
O Toronto Raptors tomou uma decisão interessante ao trocar por Brandon Ingram na trade deadline. O ex-jogador dos Pelicans assinou uma extensão imediatamente após a concretização da negociação, e a franquia canadense evidencia o objetivo de se tornar competitiva a curto prazo.
Nesta temporada, entretanto, com Ingram sem ritmo de jogo e a equipe distante da briga por playoffs, o ideal seria perder partidas para garantir uma escolha alta no Draft. Assim, poderiam contar com mais um jovem de potencial e brigar por maiores objetivos a partir da próxima offseason.
A estratégia de escalar seus jovens é a melhor possível para que o Utah Jazz garanta uma pick top 10 no Draft. Caso a escolha saia do top 10, será enviada ao (adivinhe só) Oklahoma City Thunder. Portanto, quanto mais derrotas, melhor, e para isso, talentos consolidados como Lauri Markkanen, John Collins, Jordan Clarkson, Collin Sexton e outros precisam jogar cada vez menos.
Não é segredo que o Washington Wizards seja uma das equipes que estão mais interessadas em derrotas que vitórias. Porém, seria interessante se manter forte na briga pela primeira escolha do Draft sem necessariamente envergonhar seus torcedores.
Em 2023-24, os Wizards registraram a pior campanha de sua história, vencendo somente 15 jogos e perdendo 67. Repetir esse feito em 2025 seria uma punição cruel aos seus fãs, ainda que o processo de reconstrução seja evidente.