Temporada da NBA vai começar, então confira qual a expectativa para cada uma das 30 franquias da liga e quais são as favoritas
A temporada da NBA vai começar, finalmente, e todas as 30 franquias estão (ou deveriam estar) prontas para 82 jogos de ação. Depois de três meses de descanso, análise, contratações e treinamentos, chegou a hora de começar tudo de novo em busca do tão sonhado título. Em outros casos, a expectativa é alta para o outro lado, nas equipes que irão brigar para ficar com uma das três piores campanhas para ter a maior chance possível de pegar a primeira escolha geral do Draft.
Como já é tradicional nos esportes americanos, passaremos aqui pelo Power Ranking de todas as equipes da NBA. Elas estarão numeradas de 30 a 1, com a primeira posição sendo a equipe tem que tem mais chance de título. Inclusive, é importante lembrar que o ranking leva em consideração a última temporada, as movimentações da offseason e o prognóstico para 2025-26. Além disso, também leva em consideração as lesões que já afetam as equipes e algumas tendência que vimos nos últimos anos.
Sem mais delongas, vamos ao ranking!
Na última temporada, os Nets até foram competitivos – em especial durante a primeira metade da temporada quando estavam saudáveis e tinham um elenco ok. Além disso, a franquia tem um bom técnico em Jordi Fernandez e talento puro em Michael Porter Jr. e Cam Thomas, ao menos para pontuar.
No entanto, os Nets fizeram um dos Drafts mais esquisitos em muito tempo ao selecionarem cinco jogadores no primeiro round, sem conseguir nenhum talento que realmente chame a atenção. Na oitava escolha, Egor Demin tem boas valências e é um bom playmaker, mas que também não empolga e que está lidando com uma lesão no pé. Mesmo com um elenco fraco e nada competitivo – em espírito e em basquete jogado -, a maior questão é que Brooklyn abraçou o modo reconstrução total e quer, deliberadamente, perder para ter mais chances da pick um no próximo Draft da NBA.
Falando em time que quer perder, o Jazz segue essa linha. A equipe do técnico Will Hardy tem talentos jovens que empolgam muito mais do que os de Brooklyn. Entre eles, destaque para Ace Bailey, que era um dos principais jogadores do último Draft e que chegou muito bem na pré-temporada. Além disso, será uma temporada de evolução para todos os outros jovens, como Isaiah Collier, Keyonte George, Brice Sensabaugh e Kyle Filipowski.
Assim, desenvolver jovens talentos e trocar Lauri Markkanen será o foco do Jazz. Em uma NBA muito competitiva, ficarão muito para trás e farão certo esforço para terem mais um chance de top 3 no Draft.
Os Wizards, finalmente, não devem ser a pior equipe da NBA. Isso porque se reforçaram com veteranos interessantes, que trazem mais solidez e que podem ajudar dentro e fora de quadra no desenvolvimento de jovens. O balanço é interessante, mas o talento ainda está longe de ser o suficiente para tornar os Wizards uma equipe competitiva no Leste.
Alex Sarr e Tre Johnson são os jovens que mais empolgam, mesmo parecendo ainda distantes de serem franchise players. De maneira geral, Washington tem um time com mais cara de time (loucura, né?), mas ainda falta talento e pode trocar alguns dos veteranos ao longo da temporada para times que querem competir.
Se a NBA fosse uma liga de highlights (abraço Adam Silver), os Hornets seriam a melhor equipe da liga. De modo geral, é um time muito talentoso e que tem grandes chances de ser muito divertido quando todos estão em quadra. Porém, o grande problema dos Hornets é que LaMelo Ball, Brandon Miller e Miles Bridges geralmente jogam pouco juntos por conta de lesões.
Além disso, na defesa o encaixe é complicado e no ataque de meia quadra tende ao jogo de mano a mano. Caso os talentos consigam se manter saudáveis, Kon Knueppel entregue o que se espera em seu primeiro ano e a defesa permita jogadas em transição, os Hornets podem surpreender.
Os Pelicans, por opção própria, basicamente não podem ter um ano ruim e terão que competir durante toda a temporada. Isso porque Joe Dumars, presidente de operações da franquia, trocou a escolha da equipe do próximo ano para o Atlanta Hawks e, mesmo que tenham mais uma campanha depenada por lesões (infelizmente virou quase tradição por lá), precisarão brigar por alguma coisa.
Talento por talento, os Pelicans possuem peças interessantes, como Zion Williamson, Trey Murphy III, Herb Jones, Jordan Poole e outros. Inclusive, os rookies Jeremiah Fears e Derik Queen já entram pressionados para produzir e ajudar a equipe a vencer partidas e provar que a nova direção ousou da maneira certa.
Os Bulls serão os Bulls: nunca bons o suficiente para vaga nos playoffs e nem ruins suficiente para brigar por top 10 no Draft. A equipe teve uma boa reta final na temporada passada e achou uma identidade de jogo: correr quadra sem que possível, seja em transição ofensiva ou com cortes e movimentações rápidas no ataque para decisões velozes e um ataque de muito volume.
Josh Giddey e Coby White, dupla de destaque, voltam para este ano – que pode ser o último de White com os Bulls. No entanto, já vimos temporada após temporada que Nikola Vucevic não tem mais condições de ser um pivô titular na liga por sua defesa abismal e que o elenco não tem o suficiente para brigar por algo além de Play-In.
Assim como os Pelicans, os Suns tem um elenco ok e que irá competir até o fim da temporada pelo fato da franquia não possuir sua própria escolha no Draft. Porém, os Suns tem um elenco mais confiável em termos de lesões e que chega mordido para se provar.
Devin Booker voltará a ser, sem dúvidas, a cara e o cara da franquia e precisará provar que mesmo sem um elenco estrelado consegue ter um time competitivo. Além disso, Jalen Green, Dillon Brooks e Ryan Dunn terão uma grande oportunidade para mostrarem seus valores e devem agregar muita coisa para a defesa, ponto fraco dos Suns nas últimas temporadas. O novo treinador Jordan Ott traz ideias novas e foi um dos responsáveis pelo ótimo ataque do Cleveland Cavaliers na temporada passada.
Os Blazers tem de tudo para ser aquele time “chato” de se enfrentar, aquele que vai entrar com a intensidade lá em cima em todas as partidas e brigar por todas as bolas. Apenas por isso, os Blazers já levaram certa vantagem contra os adversários, além de ter jogadores muito competentes do lado defensivo.
No ataque, sentirá muita falta de arremessadores e vai contar muito com o crescimento de Deni Avdija e dos jovens Shaedon Sharpe e Scoot Henderson – que começará a temporada na lista de lesionados. No banco de reservas, Chauncey Billups é bastante questionado e não inspira tanta confiança, apesar da extensão que assinou nesta offseason. Dessa forma, mesmo com uma identidade clara e com bons jogadores, os Blazers ainda precisam de mais paciência para chegarem nos playoffs.
Obs: Yang Hansen é divertido, como pessoa e como jogador.
Os Kings não fazem sentido algum, dentro e fora de quadra. Recheada de jogadores redundantes, a franquia acumula peças talentosas no perímetro, mas que precisam da bola para aparecerem e que vão mal na defesa. A exceção talvez seja Dennis Schroder, competente dos dois lados da quadra, mas que também se sente melhor quando term o posto de protagonista.
A experiência DeMar DeRozan com Zach LaVine vem para mais um ano e nunca provou funcionar, e o que Domantas Sabonis entrega no ataque, não entrega na defesa. É uma construção de elenco, no mínimo, sem sentido. Nique Clifford, Keon Ellis e Keegan Murray – já lesionado – são a esperança de dias melhores (não, Russell Westbrook não será o salvador da pátria).
Falando em construção de elenco estranha, o quinteto titular dos Raptors é o terceiro mais caro de toda a NBA. Considerando todo o elenco, a franquia está acima da first apronn e a vida financeira irá apenas piorar. Mesmo assim, a equipe parece longe de competir por coisas grandes na NBA.
Isso porque o encaixe parece e é estranho, com jogadores que se sobrepõem e são redundantes. Falta arremesso e talento verdadeiro, sobra jogadores físicos e bons defensivamente. Inclusive, será interessante ver qual será o papel ofensivo de Scottie Barnes e como se entenderá com Brandon Ingram. Já Collin Murray-Boyles foi uma boa escolha, apesar de ser mais um jogador que não arremessa e não parece ter teto para virar um franchise player.
Os Pacers são uma grande incógnita. A equipe de Rick Carlisle é muito bem treinada e uma das mais “democráticas” com a bola, com uma identidade construída e consolidada. Inclusive, peças como Andrew Nembhard e Bennedict Mathurin devem crescer muito na temporada. Porém, a equipe perdeu dois grandes pilares do time que chegou na NBA Finals da última temporada: Tyrese Haliburton por conta da lesão no Aquiles e Myles Turner, que saiu na free agency para o Milwaukee Bucks (parabéns Pacers).
Dessa forma, por mais que a base seja muito sólida e alguns jogadores devam crescer, é difícil acreditar que os Pacers competirão por vaga direta nos playoffs.
Assim como os Pacers, os Celtics eram uma das forças da Conferência Leste e perderam sua principal estrela com um rompimento no Aquiles. Jayson Tatum pode até voltar na reta final da temporada regular, mas o elenco de Boston é consideravelmente mais fraco do que o das últimas temporadas. Isso porque a equipe precisou cortar salários para evitar multas e punições esportivas.
No entanto, o elenco ainda tem talento e um certo orgulho de sempre ir para a pós-temporada. Além disso, a equipe é bem treinada por Joe Mazzulla e deve assumir um estilo mais agressivo na defesa e rápido no ataque, jogando em transição. No perímetro, tem Jaylen Brown, Derrick White, Payton Pritchard e Anfernee Simons. O problema vem no fraco garrafão, que perdeu peças fundamentais e precisará confiar em Nemias Queta, Chris Boucher e Josh Minnot.
A grande incógnita da NBA.
Os 76ers podem bater top 6 do Leste caso consigam ficar saudáveis e podem ficar no top 6 da loteria caso não. A equipe tem ótimos jogadores em Joel Embiid, Tyrese Maxey, Paul George, Jared McCain e V.J. Edgecombe. Porém, McCain e George já começam a temporada fora de quadra com problemas diferentes. Além disso, o garrafão tem pouca profundidade: Embiid tem o envelhecido Andre Drummond como reserva e não há um jogador de peso para completar o garrafão na posição quatro ou cinco.
Assim, a equipe precisará muito de Embiid saudável para carregar esse garrafão e esse elenco desbalanceado.
Eric Spoelstra é um dos melhores técnicos da NBA e merece um elenco melhor. O homem faz magia há muito tempo com elencos medíocres e, nesta offseason, a diretoria prometeu mudanças e não entregou. Mesmo assim, as poucas movimentações foram eficientes e positivas. O Heat ganhou Norman Powell sem precisar abrir mão de muita coisa e trouxe Davion Mitchell de volta, fortalecendo um perímetro que era problema nas últimas temporadas.
Além disso, Nikola Jovic e Kel’el Ware receberão importantes minutos ao lado de Bam Adebayo e trarão mais presença no garrafão. Os dois jovens devem crescer nessa temporada e serão cruciais principalmente enquanto Tyler Herro se recupera da lesão que deve o tirar das quadras até dezembro. Assim que Herro voltar, o elenco é capaz de brigar por vaga direta nos playoffs.
Outras equipes têm elencos melhores, mas os Spurs têm Victor Wembanyama (imaginar cena dos Vingadores aqui, abraço se tiver a referência).
O pivô francês voltou com tudo do problema de saúde que teve logo depois do All-Star Break na última temporada. Nesta pré-temporada, realmente, parecia um alienígena jogando contra humanos comuns e já é um dos dez melhores jogadores da NBA. Ao seu lado, um elenco muito mais completo do que nas últimas temporadas, com veteranos que ajudarão e jovens que cresceram demais.
No perímetro, o grande debate será a distribuição de minutos e o entrosamento entre De’Aaron Fox, Stephon Castle e Dylan Harper. Por fim, será interessante ver as mudanças implementadas por Mitch Johnson.
O problema dos Grizzlies é, novamente, as lesões. Ja Morant e Ty Jerome são dúvidas para a estreia da temporada, enquanto Zach Edey, Brandon Clarke e Scotty Pippen Jr. estão fora por algumas semanas. Dessa forma, fica bastante claro que um ótimo e provado elenco deve sofrer novamente com lesões.
Por outro lado, os Grizzlies ficaram a duas vitórias do seed 3 do Oeste na última temporada e agora possuem um elenco ainda mais profundo. Além disso, Tuomas Iisalo teve uma offseason inteira para preparar suas ideias e implementá-las da melhor maneira em sua primeira temporada oficial como head coach na NBA e na franquia. Assim, caso consiga contar com um elenco mais saudável e querendo se provar, pode surpreender.
Falando em surpresa, os Pistons foi a da temporada passada. A equipe deu um salto de 30 vitórias e se classificou direto para os playoffs, fazendo série dura contra o New York Knicks. Mais do que isso, foi a temporada de confirmação de Cade Cunningham como uma das estrelas da liga e do ótimo trabalho de J.B. Bickerstaff.
Por um lado o jovem elenco ainda conta com Jalen Duren e Jaden Ivey (outro que começa a temporada lesionado), que devem evoluir. Por outro lado, as movimentações na offseason foram questionáveis na medida em que escolheu Caris LeVert ao invés de Dennis Schroder com praticamente a mesma média salarial e precisou substituir Malik Beasley com Duncan Robinson. Dessa forma, os Pistons seguirão muito competitivos, mas não devem dar um grande salto.
Não fosse a lesão de Kyrie Irving, que deve retornar apenas em janeiro, os Mavericks estariam ainda mais acima neste ranking. Isso porque a equipe possui em elenco muito completo, com ótima distribuição de talento no perímetro e perto do garrafão, com jogadores de impacto no ataque e na defesa. O garrafão é o ponto forte com Anthony Davis, Dereck Lively II e Daniel Gafford, mas a ala é muito bem servida com Cooper Flagg, P.J. Washington e Naji Marshall.
A grande questão será como volta Irving e como chegam D’Angelo Russell e Klay Thompson para a temporada. Ambos podem ser decisivos se trouxerem o playmaking que esse elenco precisa.
Sempre que tiverem Antetokounmpo (pode ser a última vez que falamos isso antes de entrar em uma temporada regular), os Bucks incomodarão. Desta vez, a equipe reforçou seu garrafão com Myles Turner no lugar de Brook Lopez e trouxe todos seus principais free agents. Outro movimento interessante é a chegada de Cole Anthony. Com a saída de Damian Lillard e com os reforços, os Bucks devem desenvolver um estilo mais defensivo e de transição ofensiva, favorecendo Antetokoumpo e os arremessadores.
Porém, esperar que um time que tem Turner como segundo melhor jogador e que conta com Kevin Porter Jr. de titular na posição de armador chega par ganhar o título é esperar demais.
Os Hawks tiveram, possivelmente, a melhor free agency da NBA. Isso porque a franquia conseguiu uma ótima escolha de Draft para o próximo ano, que vem dos Pelicans, e ainda reforçou seu elenco mantendo certa flexibilidade. Kristaps Porzingis, Nickeil Alexander-Walker e Luke Kennard chegaram para mudar Atlanta de patamar, especialmente os dois primeiros.
Eles trazem muita versatilidade para o elenco e profundidade, no perímetro ou no garrafão, além de serem dois bons defensores. No Draft, a equipe fez uma escolha interessante em Asa Newell, que também pode contribuir logo de cara com se espaçamento e jogo perto da cesta. Se Trae Young abraçar a posição de líder novamente e Porzingis jogar ao menos 60 partidas, os Hawks serão muito perigosos.
Estreando o top 10, os Lakers vem de uma offseason ok. A equipe trouxe Deandre Ayton para o garrafão, um pivô que não resolve os problemas defensivos mas que entrega no ataque. Porém, as contratações de Marcus Smart e Jake LaRavia são apostas e não conseguem repor a certeza que Dorian Finney-Smith trazia para a ala. Outro ponto de preocupação é a lesão de LeBron James, que tem uma ciática e deve retornar no meio de novembro apenas, se é que não vai seguir com dores ao longo da temporada.
Além desses pontos, o encaixe de Austin Reaves com Luka Doncic ainda precisará sem provado. No entanto, quem tem Doncic, LeBron e Reaves sempre terá uma chance. Inclusive, o esloveno parece vir com tudo para a grande temporada de sua vida e se tiver qualquer apoio colocará os Lakers na disputa da vaga direta pelos playoffs.
Os Warriors desapontaram até praticamente o fim da free agency, quando fizeram movimentações valiosas. Além de trazerem Jonathan Kuminga de volta, a também contou com o retorno de Gary Payton II e contratou o veterano Al Horford, um encaixe perfeito para o ataque e para a defesa.
Assim, a franquia conseguiu peças que devem contribuir para a longa temporada e ajudar na profundide de um elenco que era curto até então. Em termos de pedigree, os Warriors ainda possuem Stephen Curry, Jimmy Butler e Draymond Green, e vale lembrar que foram uma das melhores equipes em toda a NBA na última temporada quando os três estavam disponíveis. A defesa será sólida e o ataque será melhor do que foi no último ano.
Uma das equipes que deve dar o maior salto nessa temporada. O Orlando Magic trocou por Desmond Bane e trouxe Tyus Jones, dois jogadores que resolvem o problema quase crônico que esse elenco possuía de não conseguir gerar ataque com os jogadores de perímetro e não conseguir arremessar bem. Além disso, ambos não irão comprometer na defesa e se encaixam perfeitamente. Assim, uma das melhores defesas da NBA agora terá a ajuda de um bom e mais versátil ataque.
Outro ponto positivo é que Paolo Banchero e Franz Wagner terão mais um ano de evolução. Os dois jogam em nível de All-Star já e podem crescer ainda mais, mesmo que dividam as responsabilidades no ataque. Isso porque podem jogar mais em suas posições naturais, com Wagner cortando mais para a cesta e sendo um conector, enquanto Banchero resolve perto da cesta e atrai marcação para facilitar o jogo do perímetro.
O Magic não está acima pois Jalen Suggs ainda ser recupera da lesão no joelho e pois as lesões são recorrentes neste elenco.
Os Wolves chegaram duas vezes seguidas na final de conferência e agora querem dar o próximo passo. A equipe é muito bem treinada e gerida por Chris Finch, que desta vez terá continuidade no elenco para poder continuar desenvolvendo sua filosofia de jogo. Julius Randle chega para a sua segunda temporada agora já adaptado em Minnesota e o garrafão ainda tem Naz Reid e o rookie Coddy Bellinger. E sem falar em Anthony Edwards, ala-armador que tem de tudo para ser um dos melhores jogadores da NBA neste ano e que parece pronto para o próximo passo na carreira.
Por outro lado, os Wolves ainda possuem dúvidas no perímetro, principalmente sobre quem vai organizar o ataque e criar jogadas. A pressão ficará em Edwards, mas Mike Conley e o jovem Rob Dillingham precisarão aparecer, ainda mais que a equipe não tem mais Nickeil Alexander-Walker.
A equipe teve 64 vitórias na última temporada e a segunda melhor campanha geral da NBA. Além disso, retorna com todo o seu núcleo principal e ainda pode contar com a evolução de Evan Mobley. O ala-pivô terá um papel crucial nesta temporada, principalmente pensando em título. Os Cavs já chegaram em um nível de entendimento coletivo bastante alto e a maneira mais óbvia desta equipe dar o próximo passo seria com a evolução individual de Mobley.
Se desenvolver um jogo confiável de um contra um perto do aro e matar bolas com alto volume, se tornará um jogador confiável para o ataque e pode destravar Cleveland nos momentos de aperto. Inclusive, estes são o grande problema. A equipe foi pouco testada durante a temporada regular passada e no primeiro momento de adversidade perdeu por 4 a 1 para os Pacers. Dessa forma, entram para 2025-26 precisando provar que não são uma equipe apenas de temporada regular.
É uma aposta os Knicks estarem na frente dos Cavs, mas uma aposta com fundamentos. A diferença entre as campanhas das equipes na última temporada regular foi de 13 vitórias a mais para a equipe de Cleveland. Porém, quem chegou mais longe nos playoffs foram os Knicks – que venceram dois rounds complicados e depois perderam em seis jogos para os Pacers.
Além disso, os Knicks agora têm um novo comando no técnico Mike Brown, altamente respeitado na NBA por seu estilo muito coletivo e pela intensidade de suas equipes. Recentemente, Brown transformou os Kings em um ótimo ataque. Outro ponto importante é que os Knicks agora possuem um elenco mais completo e um banco de reservas melhor, com um técnico que tende a tirar o melhor de todos os jogadores.
Segunda melhor campanha do Oeste no último ano, os Rockets só têm a melhorar. Veja bem, Alperen Segun, Amen Thompson e Reed Sheppard terão mais uma temporada de evolução, uma vez que são jogadores com muito potencial. Além disso, a contratação de free agents veteranos era necessária para ajudar esses jovens talentos e trazer um espírito de competir por título agora.
O principal deles é Kevin Durant, que além de um dos melhores jogadores de sua geração e da história, resolve um problema específico que Houston tinha na última temporada. A equipe não tinha problemas para criar arremessos no ataque de meia quadra, quando a defesa adversária está postada. Além disso, também será o jogador para fechar a partida e arremessar nos momentos clutchs, outro problema dos Rockets na última temporada.
Por outro lado, a equipe perdeu Fred VanVleet para a temporada com uma lesão no joelho. Dessa forma, perdeu uma referência na armação – principalmente para os playoffs – e agora terá que apostar em Steven Adams no quinteto titular sem armador de ofício e Sheppard como o reserva da posição. Neste momento, parece um aposta complicada pensando em uma série de sete jogos de playoffs, principalmente contra o Oklahoma City Thunder.
Junto com os Mavericks saudáveis (frase maldita), os Clippers possuem o elenco mais completo da NBA. Não quer dizer que seja o melhor ou com mais talento necessariamente, mas sim que é o mais completo na medida em que tem defesa e ataque em todos os níveis, além de muita versatilidade de estilo de jogo e profundidade em todas as posições.
Na temporada passada, mesmo com poucos jogos de Kawhi Leonard, venceu 50 partidas. Agora, terá a adição de John Collins no garrafão e de Brook Lopez, enquanto Chris Paul será o reserva de James Harden e Bradley Beal toma o lugar de Norman Powell (sim, ele é melhor que Powell). Mesmo que seja um elenco mais envelhecido, a profundidade deve ajudar a manter todos com uma minutagem não tão alta. Inclusive, os Clippers nunca estiveram tão preparados para uma lesão quanto estão agora.
A grande questão sempre será: a equipe se benzeu desta vez ou novamente encontrará alguma zika nos playoffs?
Pensei em trocar a posição “2” para “1B”, mas precisamos respeitar os atuais campeões. De qualquer maneira, Denver não está longe de OKC (de carro demora de dez a doze horas) quando o assunto é chance de título. Na última temporada as duas equipes se encontraram no segundo round e a série chegou até o jogo 7, obviamente vencido pelo Thunder. No entanto, os Nuggets tinham Michael Porter Jr. com uma grave lesão no ombro, Aaron Gordon com um estiramento muscular no jogo decisivo e um banco quase inexistente.
Agora a história é outra. A offseason de Denver foi uma das melhores em toda a NBA com a troca de Porter Jr. por Cam Johnson no quinteto titular. Além disso, Bruce Brown chegou para melhorar a defesa e ser a peça coringa no ataque, além do veteranos Tim Hardaway Jr. e Jonas Valanciunas (vocês viram Nikola Jokic jogar ao lado deste grande homem?).
A grande questão para a equipe será novamente saúde, a defesa e qual Jamal Murray vem aí. Porém, quem tem o melhor jogador do planeta e um elenco que gosta de momentos decisivos, tem grandes chances de título.
Os atuais campeões não vão para lugar algum e chegam com favoritos para mais uma temporada. Em 2025-26, o Thunder busca repetir o título, algo que não acontece na NBA desde 2018, com os Warriors de Stephen Curry e Kevin Durant. No entanto, OKC fez o dever de casa nesta offseason.
A equipe trouxe de volta todos os jogadores da última campanha, renovando com Shai Gilgeous-Alexander, Jalen Williams e Chet Holmgren por muitos anos. Se voltarem no mesmo nível, já provaram que podem ser campeões, mas a melhor notícia é que são todos jovens que devem evoluir ainda mais individualmente e coletivamente. Outra notícia boa é que Nikola Topic é o reforço e quando se recuperar da mais recente cirurgia, pode agregar ainda mais para o banco de reservas.
A única questão para a equipe é que a temporada passada foi longa e a “fome” de vencer depois de um título pode mudar. Além disso, todas as equipes da NBA passaram a offseason estudando o Thunder – principalmente quem joga no Oeste. J-Dub também começa a temporada lesionado e a distância de OKC para os rivais está menor do que na última temporada.