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NBA: 5 times que devem ser compradores no trade deadline 2026

Vinícius Ferreira

Conheça cinco franquias que podem atuar postura agressiva em busca de reforços no trade deadline da NBA 2026

O trade deadline da NBA está em sua contagem regressiva. As franquias da maior liga de basquete do mundo terão até a próxima quinta-feira (5) para monitorar oportunidades e concluir trocas, seja para aparar arestas em seus elencos ou dar mais um passo em seus processos de reconstrução.

De qualquer forma, este é um momento essencial para o planejamento de todas as equipes da liga, seja com foco no futuro ou nas pretensões de brigar pelo título já na temporada 2025-26. As movimentações nos bastidores ampliam as discussões e a ansiedade dos fãs de basquete pelo desenvolvimento da história do campeonato.

Neste cenário, algumas equipes devem se destacar por adotar uma postura agressiva nas negociações. Pensando nisso, o The Playoffs preparou uma lista com cinco times que devem despontar como compradores no NBA trade deadline de 2026. Confira abaixo!

NBA trade deadline: Los Angeles Lakers

O Los Angeles Lakers iniciou a temporada entre os primeiros colocados do Oeste, mas ainda sem indicar que estará entre os principais candidatos da conferência na briga pelo título. Apesar de contar com boas opções em Luka Doncic, Austin Reaves e LeBron James, a franquia californiana sofre com a baixa produtividade do restante do elenco.

Os problemas se refletem principalmente na quadra defensiva, onde a equipe apresenta a 11ª pior marca da liga em média de pontos cedidos (116,5). Se a organização deseja brigar pelo Troféu Larry O’Brien ainda em 2025-26, uma troca será necessária no NBA trade deadline para melhorar o entorno de suas estrelas.

Com o New Orleans Pelicans disponibilizando jogadores para negociações, Herb Jones e Trey Murphy III surgem como nomes interessantes que entraram na mira dos Lakers, conforme informações de Brad Turner, do Los Angeles Times. Além disso, a equipe pode estudar uma movimentação por Donte DiVincenzo para solucionar fragilidades na armação e no ataque de perímetro.

Situação financeira

Economicamente, os Lakers se encontram em uma situação delicada, pressionados pelo first apron e com uma extensão contratual de Austin Reaves a ser trabalhada na próxima offseason. Por conta disso, a franquia não deve assumir contratos de longo prazo, a menos que consiga efetivamente elevar o nível competitivo do elenco.

Ativos para trocas

Atualmente, os Lakers podem disponibilizar apenas uma escolha de primeira rodada entre os Drafts de 2031 ou 2032 para envolver em negociações. Além disso, a equipe pode oferecer swaps em 2026, 2028, 2030 e no ano que não for cedido entre 2031 e 2032.

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Herb Jones pode ser alvo dos Lakers no trade deadline da NBA – Foto: Stephen Lew-Imagn Images

NBA trade deadline: Boston Celtics

O Boston Celtics entrou na temporada 2025-26 com a clara ideia de reformular seu elenco e flexibilizar sua situação financeira enquanto Jayson Tatum está fora, se recuperando de uma lesão no tendão de Aquiles.

Porém, a surpreendente campanha que colocou a franquia na terceira colocação da Conferência Leste, com 29 vitórias e 18 derrotas, certamente, colocará uma pulga atrás da orelha do front office sobre a possibilidade de brigar pelo topo de um Leste que segue em aberto. A chance de Tatum retornar ainda em 2025-26 após uma recuperação relâmpago reforça essa ideia.

O head coach Joe Mazzulla vem fazendo um grande trabalho com o elenco à disposição, mas uma posição em especial deve se tornar o foco no trade deadline da NBA: o pivô. Neemias Queta acumula atuações sólidas como titular, mas não parece ser a melhor opção enquanto a franquia apresenta o terceiro pior ataque de garrafão da liga.

Rumores indicam que o maior campeão da NBA tem interesse em Yves Missi, do New Orleans Pelicans, e Ivica Zubac, do Los Angeles Clippers, como possíveis alvos para fortalecer a profundidade na posição 5. Outro nome para ficar de olho é Robert Williams, que já teve passagem por Boston e, atualmente, defende o Portland Trail Blazers.

Situação financeira

Mesmo com todas as movimentações da offseason, os Celtics ainda estão acima do first apron da NBA. O front office da equipe pode finalizar o processo e evitar a luxury tax caso consiga cortar cerca de US$ 12 milhões em salários ainda nesta temporada. Em contrapartida, esse movimento, provavelmente, tornaria o time menos competitivo, fator que pode levar a diretoria a pausar a reconstrução mesmo com Tatum fora.

Ativos para trocas

Por conta dos problemas financeiros enfrentados no ano passado, Boston possui apenas as escolhas de primeira rodada dos Drafts de 2026, 2027 e 2031 disponíveis para negociações, além de cinco escolhas de segunda rodada. Uma moeda de troca interessante no elenco é Anfernee Simons, que possui contrato expirante de US$ 27 milhões e pode interessar equipes que planejam abrir espaço no teto salarial na próxima offseason.

NBA trade deadline: Toronto Raptors

Assim como os Celtics, o Toronto Raptors viveu um início de temporada surpreendente. A equipe venceu 14 dos primeiros 19 jogos disputados e, atualmente, ocupa a quarta colocação da Conferência Leste. A adaptação de Brandon Ingram e a força de Scottie Barnes nos dois lados da quadra vêm sendo determinantes para as boas atuações da equipe.

Com o Leste sem um favorito absoluto ao título da NBA, a franquia canadense pode fazer um esforço para adquirir reforços na briga pelo topo da conferência. Apesar de contar com a sexta defesa que menos cede pontos na temporada, o ataque apresenta oscilações e registra a sétima pior média da liga. O aproveitamento no perímetro é uma das principais dificuldades do time.

Encontrar um jogador para ser opção ou substituir Jakob Poeltl — que acumula oscilações e problemas físicos nesta temporada — pode ser o primeiro passo dos Raptors na trade deadline. Yves Missi e Daniel Gafford surgem como opções viáveis, mas algumas estrelas como Domantas Sabonis e Giannis Antetokounmpo também podem estar disponíveis para negociações.

Situação financeira

Os Raptors estão pouco menos de US$ 1 milhão acima da linha da luxury tax e, conforme antecipado por Tim Bontemps e Brian Windhorst, da ESPN norte-americana, devem fazer um esforço para se adequar ao limite — fator que pode conter a franquia em movimentos considerados mais arriscados.

Ativos para trocas

Toronto é dono de todas as suas próprias escolhas de Draft entre 2026 e 2032, além de possuir sete escolhas de segunda rodada. A equipe ainda conta com contratos interessantes para possíveis movimentações, como Gradey Dick e Ochai Agbaji. Ambos têm pouco espaço na rotação e, portanto, suas eventuais saídas não prejudicariam de forma significativa o desempenho do elenco.

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NBA trade deadline: Miami Heat

O Miami Heat teve um começo de temporada sólido e atualmente se encontra na briga por uma vaga direta nos playoffs da Conferência Leste. Em contrapartida, o time ainda apresenta altos e baixos que reduzem as expectativas por uma possível longa caminhada em uma eventual participação no mata-mata.

Apesar de possuir um banco talentoso e opções experientes no quinteto titular, a equipe ainda sofre com a ausência de uma estrela consolidada para contribuir de forma consistente no ataque, enquanto Bam Adebayo chama a responsabilidade no lado defensivo da quadra. O Heat possui apenas o 19º melhor ataque em pontos por jogo e o 20º em aproveitamento nos arremessos de quadra.

Uma nova liderança ofensiva é necessária, e o interesse da franquia em estrelas disponíveis no mercado de trocas deixa clara essa necessidade. Dois dos principais astros que podem buscar um novo destino nos próximos meses, Giannis Antetokounmpo e Ja Morant, tiveram seus nomes ligados ao time da Flórida.

Além disso, adições pontuais para fortalecer o elenco não devem ser descartadas, ainda mais diante da possibilidade de Andrew Wiggins e Norman Powell deixarem a equipe sem retorno na próxima free agency.

Situação financeira

Miami se encontra com a situação financeira equilibrada após trocar Haywood Highsmith antes do início da temporada. As projeções indicam que a equipe deverá ficar cerca de US$ 40 milhões abaixo da luxury tax e US$ 47 milhões abaixo do first apron na próxima temporada. Caso Andrew Wiggins não exerça sua player option, a franquia poderá contar com aproximadamente US$ 30 milhões em espaço no teto salarial.

Ativos para trocas

O Heat possui poucas escolhas de Draft para oferecer em uma eventual negociação. A franquia é dona de suas escolhas de primeira rodada em 2030 e 2032, além de swaps em 2026, 2030 e 2031. Em contrapartida, há talento considerável no elenco para ser utilizado como moeda de troca, especialmente nomes como Kel’El Ware, Jaime Jaquez Jr. e o novato Kasparas Jakucionis.

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Kel’El Ware é um talento que pode ser usado como moeda de troca pelo Heat – Foto: Wendell Cruz-Imagn Images

NBA trade deadline: Minnesota Timberwolves

Enfim, retornamos à Conferência Oeste. Após dois anos consecutivos alcançando as finais de conferência, o Minnesota Timberwolves se encontra novamente brigando por mando de quadra após um mês de novembro espetacular, com nove vitórias em 14 partidas disputadas.

Apesar do bom retrospecto recente, a equipe ainda inspira pouca confiança contra outros candidatos, como Denver Nuggets e Oklahoma City Thunder. Um dos grandes problemas do elenco diz respeito à pouca profundidade na posição de armador. Com Mike Conley em queda de produção, o time se vê com poucas opções confiáveis no setor.

Além disso, adicionar pontuadores pode ser de grande ajuda, sobretudo para evitar apagões ofensivos que marcaram alguns dos jogos da equipe até aqui. Anthony Edwards carrega o ataque, com Julius Randle e Donte DiVincenzo contribuindo, mas não passa disso.

Minnesota pode buscar a solução em um único jogador. Zach Harper, do The Athletic, revelou que a equipe monitora a situação de Coby White, do Chicago Bulls. Outra aquisição interessante pode sair da mesma franquia, com Ayo Dosunmu surgindo como alternativa. Ambos possuem contratos expirantes, o que não comprometeria o teto salarial a longo prazo.

Situação financeira

Os Timberwolves enfrentam dificuldades na questão financeira. Com 79% da folha salarial destinada a apenas cinco jogadores — Anthony Edwards, Rudy Gobert, Jaden McDaniels, Julius Randle e Naz Reid —, a equipe está cerca de US$ 3,5 milhões acima do second apron. A necessidade de se adequar ao limite pode restringir as movimentações do front office, que deve priorizar jogadores com contratos de curto prazo.

Ativos para trocas

Outro problema para os dirigentes de Minnesota é a falta de capital de Draft para fechar acordos. A equipe é dona de sua escolha de primeira rodada em 2026, mas não pode negociá-la. Todas as outras picks foram trocadas ou estão congeladas devido à situação financeira do clube. A esperança para persuadir possíveis parceiros fica por conta das sete escolhas de segunda rodada e de jovens talentos que possam despertar o interesse de equipes em reconstrução.

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Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.

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