Data limite para as trocas na temporada da NBA está chegando e com ela o presente e futuro da liga pode mudar de cara
Rodada de Natal, Copa NBA e All-Star Game são alguns dos momentos mais legais da temporada regular da NBA. No entanto, talvez nenhum desses eventos tenha o mesmo impacto e o entretenimento que o trade deadline tem. A data, que nesta temporada será o dia 5 de fevereiro (próxima quinta-feira), marca o dia final que as 30 equipes da NBA podem fazer trocas durante a temporada. Depois do deadline, nenhuma troca é permitida entre as equipes, que podem voltar a se movimentarem via trocas apenas na offseason.
Além disso, é um período em que boa parte das equipes já tem uma ideia de onde consegue chegar com seu elenco atual e que, muitas vezes, o desespero bate para conseguir uma troca que dê esperança de brigar por algo maior. Por outro lado, existem também as equipes que querem “vender” nesse período, geralmente aquelas que não querem brigar por playoffs e que trocam jogadores talentosos e que podem ajudar contenders por escolhas de Draft ou por jovens jogadores.
Assim, daqui até o dia 5 de fevereiro podemos e provavelmente veremos diversos momentos por toda a NBA. Vale destacar que existem regras no mercado de trocas. Se uma equipe está acima da first apron, ela não pode receber mais salário do que enviou na movimentação e se está acima da second apron não pode combinar salários para receber um maior, ou seja, não pode enviar dois jogadores em uma troca para receber um.
Vale ficar de olho: Tre Jones (Chicago Bulls), Collin Sexton (Charlotte Hornets), Coby White (Chicago Bulls), Ayo Dosunmu (Chicago Bulls), Kristaps Porzingis (Atlanta Hawks) e Jusuf Nurkic (Utah Jazz).
Médias na temporada: 28 pontos, 10 rebotes e 5,6 assistências.
O ala-pivô é o grande nome para ser observado daqui até o trade deadline. Isso porque Shams Charania, da ESPN americana, divulgou que Giannis está pronto para mudar de casa na liga e que os Bucks estão ouvindo propostas pelo jogador. Porém, alguns fatores podem impedir ou dificultar uma troca até o dia 5 do próximo mês. O primeiro é que Antetokounmpo está machucado mais uma vez e deve ficar fora das quadras até março, na reta final da temporada regular. Sua lesão é mais uma vez na panturrilha, região complicada e que já levou outros jogadores a romperem o tendão de Aquiles quando retornaram às quadras.
Além disso, mesmo que Giannis volte saudável terá pouco tempo para aquecer até os playoffs e sua futura equipe teria que trocar boas peças pelo ala-pivô. Ou seja, essa equipe ficaria um mês sem bons jogadores enquanto briga pelos playoffs e receberia Giannis na reta final, precisando readaptar o ataque para o grego. Por fim, não existem tantas equipes desesperadas na NBA para trocar pelo ala e abrir mão de tanta coisa agora, sendo mais provável que a movimentação aconteça na offseason. No entanto, não é toda temporada que um jogador duas vezes MVP da NBA estará disponível para troca e um talento como Giannis sempre irá atrair muito interesse das equipes, em qualquer momento da temporada.
Possíveis destinos: Golden State Warriors, Miami Heat, New York Knicks, Atlanta Hawks e Brooklyn Nets.
Médias na temporada: 19,5 pontos, 8,1 assistências e 1 roubo de bola.
O segundo nome mais “barulhento” até aqui na temporada é o de Ja Morant, ao menos entre as estrelas cujas equipes já temos a confirmação de que estão abertas a trocas. A informação de Shams Charania é de que os Grizzlies estão dispostos a trocar o armador, mas Chris Haynes já sinalizou que a franquia não vê com maus olhares sua permanência caso nenhuma boa proposta chegue. Além disso, outros jornalistas já afirmaram que o restante das equipes da NBA não vê tanto valor em Morant.
Porém, mesmo lesionado novamente ele pode ser uma ótima oportunidade de mercado. Qualquer equipe que troque por Morant não precisará pagar caro pelo armador, que se conseguir melhorar sua parte física e ficar com a cabeça no lugar (grandes “e se”), pode voltar a ser um dos jogadores mais eletrizantes de toda a liga. Seu desempenho em quadra não é mais o mesmo em comparação com algumas temporadas atrás, mas Morant tem apenas 26 anos e ainda pode entregar muito dentro de quadra.
Possíveis destinos: Miami Heat, Chicago Bulls e Sacramento Kings.
Médias na temporada: 20,4 pontos, 11,1 pontos e 1,7 toco.
Para encerrar o trio de estrelas lesionadas e que podem ser trocadas, o ala-pivô dos Mavericks é uma grande incógnita também. As informações são conflitantes, mas a última atualização é de que seu agente, Rich Paul, gostaria de vê-lo fora dos Mavericks por buscar uma extensão salarial. Porém, já saíram informações de que a franquia está ouvindo propostas pelo jogador e que se alguma for boa o bastante os Mavericks poderiam concluir o negócio.
Davis possui uma lesão na mão e é mais um que perderá semanas se recuperando, mesmo depois do deadline. Isso dificulta muito uma movimentação, a menos que Dallas abra mão de receber grandes propostas pelo jogador, que em quadra ainda é uma forte presença no garrafão dos dois lados da quadra.
Possíveis destinos: Atlanta Hawks e Toronto Raptors.
Médias na temporada: 12,1 pontos, 5,9 rebotes e 2,5 assistências.
Desde a última offseason Kuminga é um dos protagonistas no mercado de troca da NBA. O ala dos Warriors perdeu espaço na rotação do técnico Steve Kerr desde a temporada passada e seu relação com o técnico e com a franquia é “tóxica” de acordo com Anthony Slater. Assim, ao meses atrás negociou com outras franquias e chegou a um acordo com o Sacramento Kings, que não conseguiu enviar um pacote bom o suficiente para convencer os Warriors de completarem a sign and trade.
Kuminga começou a temporada como titular, mas assim que se lesionou saiu completamente da rotação. Com a lesão de Jimmy Butler, voltou a ganhar oportunidades e fez 30 pontos em 30 minutos de quadra. Porém, machucou o tornozelo e está fora das ações neste momento. Kuminga ainda é jovem e tem um contrato amigável, de apenas duas temporadas. Além disso, fisicamente possui habilidades que chamam atenção e que o tornam valioso, mas para isso se concretizar em quadra precisa de espaço e minutos de jogo.
Possíveis destinos: Sacramento Kings, Phoenix Suns, New Orleans Pelicans, Miami Heat e Chicago Bulls.
Médias na temporada: 20,2 pontos, 11,6 rebotes e 2,9 assistências.
Depois de uma temporada de estreia dos sonhos pelos Knicks, quando ficou por diversas semanas no top 10 para MVP da NBA, Towns é só decepção nesta temporada. Em comparação com 2024-25, piorou em pontos, rebotes, assistências, roubos de bola, aproveitamento nos arremessos gerais e aproveitamento de três pontos. Além disso, estatisticamente os Knicks são melhores quando Towns está no banco do que quando está em quadra. O net rating (pontos feitos menos os pontos sofridos a cada 100 posses de bola) é de +5,1 com ele, enquanto sobre para +5,5 sem ele.
Apesar do título da Copa NBA, os Knicks caíram de produção vertiginosamente depois e dois jornalistas de Nova York reportaram que a franquia estaria olhando para a liga para descobrir se Towns tem valor de troca. O pivô ainda pode ser bastante útil, uma vez que tem 30 anos e ainda é bom ofensivamente. No entanto, neste ponto de sua carreira está mais do que claro que precisa de um pivô jogando ao seu lado, protegendo o aro na defesa e ajudando na parte física do jogo.
Possíveis destinos: Memphis Grizzlies e Charlotte Hornets.
Médias na temporada: 7,8 pontos, 6,3 rebotes e 62,4% nos arremessos.
É bem verdade que Gafford não está na melhor temporada de sua carreira. No entanto, o pivô está jogando a temporada toda sem um grande armador para lhe servir ofensivamente. Além disso, ainda é muito útil e sólido na defesa e nos rebotes (defensivos e ofensivos). Assim, mesmo que não seja o jogador mais impactante do mundo pode ser um reforço importante para equipes que precisam de um pivô confiável.
Para Dallas, que ainda tem Anthony Davis e Derek Lively II, Gafford é uma peça que pode acabar “sobrando” se tudo der certo na próxima temporada. Com isso, seria vantajoso negociar o pivô até o trade deadline para conseguir maximizar seu valor e conseguir um reforço em outras posições da quadra, como no perímetro.
Possíveis destinos: Boston Celtics, Philadelphia 76ers e Indiana Pacers.
Médias na temporada: 13,9 pontos, 2,4 assistências e 39,5% de três pontos.
O ala-armador chegou em Boston nesta temporada e desde então é visto como uma possível moeda de troca para os Celtics. Isso porque Simons é um bom jogador no lado ofensivo, capaz de criar seu próprio arremesso e desafogar muitos ataques. Além disso, tem um salário expirante que pode ajudar outras equipes a abrirem espaço em seus tetos salariais para a próxima temporada.
Outro pontos que possibilita a troca é que os Celtics já possuem bons criadores de arremesso e ainda existe a chance de Jayson Tatum retornar para a temporada. Além disso, a equipe claramente precisa trazer um jogador para ajudar no garrafão e utilizar Simons em uma movimentação parece mais do que certo caso Boston decida trazer um bom pivô.
Possíveis destinos: Orlando Magic, Houston Rockets, Minnesota Timberwolves.
Médias na temporada: 25,2 pontos, 7,2 rebotes e 39,5% nas bolas de três.
Depois de perder relevância e apreço no Denver Nuggets, Porter Jr. foi trocado para os Nets na última offseason e chegou com pouco valor. Porém, o ala respondeu e está tendo a melhor temporada de sua carreira, sendo uma verdadeira máquina de pontuação e de arremessos. O ala pode seguir nos Nets, uma vez que ainda tem apenas 27 anos e poderia fazer parte da próxima equipe competitiva de Brooklyn. Além disso, os Nets não possuem a própria escolha de Draft na próxima temporada e manter um bom jogador ajudaria para evitar uma campanha ruim.
Por outro lado, Porter Jr. pode agregar muito em equipes que precisam de um arremessador e um jogador com físico de ala/ala-pivô. Ele não é um grande defensor, mas seus 7 rebotes por partida podem ajudar muito e, quando quer, é descente na defesa. Assim, é bem possível que alguma equipe faça uma proposta interessante o suficiente para que Brooklyn troque seu principal jogador na temporada.
Possíveis destinos: Detroit Pistons, Golden State Warriors, Philadelphia 76ers e Milwaukee Bucks.
Médias na temporada: 21,9 pontos, 6 rebotes, 3,7 assistências e 36,9% de três pontos.
Murphy não é o jogador mais talentoso da lista, mas com certeza é o mais fácil de se adaptar em qualquer outra equipe da NBA. O ala é ótimo na defesa, conseguindo marcar jogadores da posição 1 a 4. Além disso, é muito bom arremessador no catch and shoot, quando não precisa criar seu próprio arremesso. Assim, se encaixa perfeitamente em equipes que precisam de um bom jogador de rotação que chega para agregar muito dos dois lados. Além disso, nas últimas duas temporadas têm desenvolvido mais como criador de jogadas e de seu próprio arremesso.
No entanto, Chris Haynes publicou recentemente que os Pelicans não irão trocar nenhuma de suas valiosas peças. A informação, no entanto, já foi questionada por outros especialistas, que indicaram que se trata de uma tática de New Orleans para aumentar as ofertas das equipes interessadas.
Possíveis destinos: Golden State Warriors, Los Angeles Lakers, Oklahoma City Thunder e Houston Rockets.
Médias na temporada: 19 pontos, 5,7 rebotes e 1,5 toco.
O começo de temporada do ala-pivô foi, sem dúvidas, uma das piores sequências de sua carreira. No entanto, nos últimos dois meses JJJ têm ficado saudável e têm aproveitado seus minutos em quadra. O jogador dos Grizzlies é muito bom na defesa, apesar de estar longo do defensor do ano que já foi, e ofensivamente pode espaçar a quadra e ainda tem o floater mais eficiente de toda NBA (estatisticamente falando).
Assim, Rich Paul, agente muito influente na NBA, falou publicamente que os Lakers deveriam trocar por Jaren Jackson e o jornalista Matt Moore afirmou que os Celtics amariam poder contar com os talentos do jogador. Tirando suas lesões, que complicam muito sua situação e tornam seu salário problemático, JJJ é mais um dos jogadores que não devem ter muita dificuldade em se encaixar em um novo contexto ou em um no estilo ofensivo ou defensivo.
Possíveis destinos: Boston Celtics, Philadelphia 76ers, Los Angeles Lakers, Portland Trail Blazers e Golden State Warriors.