Myles Turner está deixando o Indiana Pacers após dez temporadas. Bem como, ele assinou um contrato de quatro anos e US$ 107 milhões com o Milwaukee Bucks. A saída surpreende, principalmente porque os Pacers estiveram a apenas uma vitória do título da NBA recentemente. No entanto, a explicação vai além do desempenho em quadra – ela passa diretamente pelas negociações frustradas entre jogador e franquia.
De acordo com Shams Charania, da ESPN americana, Turner desejava continuar em Indianápolis. No entanto, sentiu-se desvalorizado pelas propostas recebidas. “Ele acreditava que estava recebendo ofertas abaixo do valor de mercado dos Pacers”, disse Charania. Assim que percebeu que a porta estava entreaberta, os Bucks agiram rapidamente. Além disso, segundo Marc Stein, os Pacers ‘nunca ofereceram mais do que US$ 22 milhões por ano para ele’.
Um pilar que não foi reconhecido
Myles Turner foi essencial para a campanha memorável dos Pacers. Com médias de 15,6 pontos, 6,5 rebotes e dois tocos por jogo, o pivô dominou ambos os lados da quadra. Ele brilhou nos playoffs, principalmente nas duas últimas vitórias contra o próprio Milwaukee, quando anotou média de 22 pontos. Sua atuação contra os Cavaliers no Jogo 2, com 23 pontos e cinco tocos, foi decisiva numa virada histórica. Contra os Knicks, no Jogo 2 da final do Leste, ele somou 13 pontos só no último quarto.
Mesmo assim, Indiana hesitou. A equipe, que prometia finalmente pagar o imposto de luxo, recuou após a lesão de Tyrese Haliburton nas finais. A diretoria optou por conter gastos ao invés de manter a base que quase conquistou o título. Para Turner, foi um sinal claro: seu valor não estava sendo reconhecido como deveria.
Como repor Myles Turner?
Além da produtividade, Turner era símbolo de estabilidade em um elenco jovem. Sua saída desmonta parte da rotação que dava profundidade e consistência aos Pacers. O impacto vai além da quadra – é emocional. O torcedor perde uma referência, e o vestiário, um líder.
Enquanto Milwaukee se reforça com um pivô de alto nível, Indiana deixa escapar uma peça-chave por não ter coragem de abrir a carteira e lidar com algumas taxas pesadas do novo acordo de trabalho da NBA. Uma economia que, a princípio, pode custar caro, assim como pode aumentar a flexibilidade financeira da franquia nos anos posteriores.
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