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Possibilidade de lidar com severos impostos e taxas de luxo da NBA 'afastou' diretoria dos Pacers de Myles Turner logo após o vice-campeonato
O Indiana Pacers viveu um conto de fadas durante os playoffs, mas acordou bruscamente para a dura realidade financeira da NBA. Após eliminar Cavaliers e Knicks como azarão e forçar um Jogo 7 contra o poderoso Oklahoma City Thunder nas Finais, a equipe ganhou o respeito da liga. No entanto, a lesão de Tyrese Haliburton e o receio de enfrentar as novas penalidades salariais mudaram tudo.
O reflexo mais cruel veio nesta semana. Myles Turner, pilar defensivo e líder emocional da franquia, aceitou uma proposta de quatro anos e US$ 107 milhões do Milwaukee Bucks. O mais surpreendente? Turner não queria sair. Ele desejava continuar em Indiana. Mas os Pacers hesitaram. Com medo da luxury tax e, principalmente, do novo ‘segundo apronte’, optaram por não igualar uma proposta que era vista como razoável para manter seu elenco.
Até pouco tempo, a expectativa era que os Pacers renovassem com Turner sem dificuldades. O discurso interno indicava disposição até mesmo para ultrapassar a linha da tax, algo que a franquia não faz desde 2005. Mas a lesão de Haliburton no início do Jogo 7 da NBA Finals – uma ruptura no tendão de Aquiles mudou a perspectiva. Sem sua estrela por boa parte da próxima temporada, o time deixou de sonhar com uma nova corrida ao título.
The last 10 days have been the worst 10 days in the history of being an Indiana Pacers fan and it’s not even remotely close pic.twitter.com/sk7TCSjLfg
— Zach Vogt (@ZachVogt30) July 1, 2025
O novo acordo coletivo e trabalho da NBA torna muito mais difícil manter elencos caros. As punições para quem ultrapassa o segundo apron vão além de multas: limitam trocas, exceções salariais e até escolhas de Draft. Frente a esse cenário, a diretoria de Indiana decidiu manter flexibilidade futura – mesmo que isso custasse seu jogador mais longevo e uma das principais referências da campanha histórica de 2025.
Turner foi mais que um pivô dominante. Ele escreveu carta emocionada para a torcida nas vésperas das Finais, representando o espírito resiliente da equipe. Sua saída, então, dói mais que uma simples movimentação contratual. É um sinal claro de que os Pacers preferiram recuar ao menor sinal de risco, mesmo estando a um passo do título.
Curiosamente, o contrato aceito por Turner – cerca de US$ 26,7 milhões anuais – não ultrapassaria tanto assim o primeiro nível da taxa. Mas Indiana preferiu se proteger. E, talvez, já pensasse nisso antes mesmo do fim da temporada. A troca com os Pelicans, que rendeu uma escolha de primeira rodada em 2026, aconteceu após o Jogo 5 das Finais – o mesmo em que Haliburton começou a sentir a panturrilha.
Em vez de apostar em continuidade e tentar manter o grupo coeso para quando Haliburton voltar saudável, os Pacers sinalizaram uma reestruturação sutil. A chance de disputar o topo imediatamente pode ter passado. Tudo por medo das novas regras do jogo.
Para a torcida, resta o sentimento de frustração. Um time que esteve a centímetros de um título agora perde um dos seus principais jogadores nos últimos anos. Esta é a nova NBA, com maior foco em paridade e maiores punições financeiras, capazes de assustar os donos bilionários das franquias.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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