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Na última temporada, grandes estrelas da NBA receberam salários astronômicos e por diversas questões não justificaram em quadra
Cada vez mais poderosa, a NBA continua a oferecer a seus jogadores contratos milionários e salários anuais de oito dígitos. Além disso, como prova da escalada nas cifras recebidas por suas estrelas, Shai Gilgeous-Alexander assinou neste verão o maior acordo da história: um contrato de US$ 285 milhões por quatro anos. No entanto, essa tendência carrega também uma parcela de risco para as franquias, já que, em muitos casos, o retorno sobre o investimento permanece incerto.
BREAKING: NBA MVP Shai Gilgeous-Alexander has agreed to a four-year, $285 million super maximum contract extension with the championship Oklahoma City Thunder through 2030-31, sources tell ESPN. This is now the richest annual salary for a player in league history. pic.twitter.com/eptbVjUo6j
— Shams Charania (@ShamsCharania) July 1, 2025
A cerca de um mês do início da próxima temporada da NBA, o portal The Playoffs faz uma análise dos piores contratos da liga no exercício 2024-2025. Trata-se de um levantamento feito a posteriori, levando em consideração o valor dos salários recebidos pelos jogadores listados em comparação com suas performances ou, ainda, com o número de partidas disputadas — muitas vezes limitado devido a lesões.
Grande máquina de pontuar em seus anos em Washington, Bradley Beal parece estar em curva descendente já há duas temporadas. No entanto, mesmo em baixa, ele foi contratado a peso de ouro por Matt Ishbia e pelo Phoenix Suns na inter-temporada de 2023. O problema é que o ex-Florida jamais correspondeu às expectativas depositadas nele pela franquia do Arizona e acabou registrando sua pior temporada estatística desde o ano de calouro.
Assim, Phoenix optou por virar a página e comprou o contrato do jogador de St. Louis neste verão. Um verdadeiro paradoxo, já que Beal havia sido contratado com pompa justamente para recolocar o clube em evidência a curto prazo ao lado de Devin Booker.
Outro jogador envolvido em buy out nesta inter-temporada foi Damian Lillard, que tampouco se mostrou um investimento rentável para o Milwaukee Bucks na última temporada. Chegado contra a própria vontade em 2023, após 11 anos defendendo o Portland Trail Blazers, Dame sempre pareceu deslocado dentro do projeto da franquia de Wisconsin, já que nunca conseguiu criar a conexão esperada pela diretoria com Giannis Antetokounmpo. Apesar de produtivo do ponto de vista estritamente estatístico, seu último ano nos Bucks terminou em fracasso, mesmo com a conquista da NBA Cup.
Limitado a apenas 58 partidas na temporada regular e três jogos de Playoffs — em que teve participação meramente simbólica antes de sofrer uma ruptura no tendão de Aquiles (média de 7,0 pontos e 22% de aproveitamento) —, Lillard não conseguiu evitar a eliminação de Milwaukee ainda na primeira rodada, pela segunda vez consecutiva, o que frustrou as grandes ambições da equipe. Diante disso, o novato do ano de 2013 acabou retornando aos Blazers na atual inter-temporada.
This angle of a lonely Damian Lillard personally having a moment, mentally digesting his suspected Achilles tear, is devastating 💔
— Courtside Buzz (@CourtsideBuzzX) April 28, 2025
Lillard just returned from a blood clot injury.
Get well soon, Dame! 🙏 pic.twitter.com/fXkfQZdrsd
Contratado na última offseason pelo Philadelphia 76ers por 212 milhões de dólares em um vínculo de quatro anos, Paul George viveu em 2024-2025 sua pior temporada na NBA desde 2013. Isso porque, lesionado em metade do ano (atuou em apenas 41 jogos), o ala não conseguiu manter os Sixers competitivos. Anunciado como o escudeiro de Joel Embiid — que, por sua vez, também ficou de fora na maior parte da temporada —, PG13 acabou decepcionando.
Com médias de 16,2 pontos e apenas 43% de aproveitamento nos arremessos, contra 22,6 pontos e 47% em 2023-2024, o ex-Fresno State apresentou uma queda evidente de rendimento. Assim, a franquia da Pensilvânia ganhou motivos de sobra para se preocupar, já que o contrato do jogador vai até 2028.
Atualmente sem clube e repensando o próprio futuro no basquete, Ben Simmons encerrou mais uma temporada muito aquém de seu talento e, sobretudo, de seu salário milionário. Depois de passar por Brooklyn Nets e Los Angeles Clippers, o australiano registrou suas piores médias na carreira em 2024-2025. Foram apenas 2,9 pontos, 3,8 rebotes e 3,1 assistências nos 18 jogos em que vestiu a camisa dos Clippers — além de 0,8 pontos em oito minutos de média nos Playoffs. Em outras palavras, números inaceitáveis para o primeiro escolhido do Draft de 2016, que tem apenas 29 anos e já foi eleito All-Star em três ocasiões.
É difícil imaginar um contrato menos rentável do que aquele assinado pelo Philadelphia 76ers com Joel Embiid no último ano. Pelo menos, é assim que enxerga o front office da franquia. Limitado a apenas 19 partidas na temporada 2024-2025, o americano-franco-camarônes registrou suas piores marcas em cinco anos, com uma eficiência bastante questionável diante de seu talento e da posição que ocupa (44,4% de aproveitamento nos arremessos).
Ainda mais grave: o MVP da NBA em 2023 não conseguiu carregar a equipe quando esteve em quadra, acumulando um frustrante retrospecto de oito vitórias e 11 derrotas. Portanto, a queda de rendimento — provocada por lesões — pode custar caro aos 76ers, que têm contrato com o pivô até 2029.
Além disso, cresce a dúvida sobre se o jogador de 31 anos conseguirá recuperar o nível que já apresentou no auge. Enquanto isso, Embiid receberá a impressionante quantia de US$ 243 milhões ao longo das próximas quatro temporadas.
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