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Hall da Fama: Dwight Howard, o super-herói subestimado

Equipe The Playoffs

Apesar de carreira repleta de conquistas e títulos individuais, ex-pivô por vezes não recebe o devido reconhecimento

Você, talvez, tenha reparado, mas Dwight Howard não apareceu no Top 75 elaborado pela NBA em 2021 para celebrar suas lendas. Esquecimento infeliz ou boicote direcionado, a liga simplesmente não considerou o três vezes Melhor Defensor da NBA digno de se sentar à mesa dos maiores deste esporte. Uma incoerência que, por si só, simboliza a falta de reconhecimento sofrida por ”D12” ao longo de muitos anos — e que, inconscientemente, nos leva a subestimar ou até mesmo a esquecer suas conquistas.

Conquistas que, se não foram devidamente celebradas pela NBA, receberam pleno reconhecimento no Hall da Fama, onde Dwight Howard será oficialmente introduzido neste sábado (6). Uma ótima oportunidade para revisitar seus anos de domínio absoluto, coroado com o título da NBA em 2020 pelo Los Angeles Lakers.

Nos dez primeiros anos de sua longa carreira (18 temporadas), Dwight Howard acumulou prêmios e recordes como poucos jogadores de sua geração. Basta olhar: eleito líder em rebotes por cinco temporadas (14,5 de média em 2012!), oito vezes selecionado para o All-Star Game, duas vezes melhor bloqueador da liga e tricampeão consecutivo do prêmio de Melhor Defensor do Ano (2008 a 2010). O pivô nascido em Atlanta não ficou parado.

Selecionado para o All-NBA Team em oito temporadas seguidas (sendo cinco vezes no 1st Team), Dwight Howard fez mais do que colecionar números e premiações individuais. A primeira escolha do Draft de 2004 recolocou o Orlando Magic no mapa e levou a franquia à sua segunda — e até hoje a última — aparição nas Finais da NBA, em 2009.

Protagonismo

Uma epopeia incrível em que Howard foi o grande protagonista. Nessa campanha, o Magic eliminou o Boston Celtics, então campeões, em uma série de sete jogos, e depois derrubou o Cleveland Cavaliers de 66 vitórias na temporada regular, liderado por um LeBron James em seu auge (MVP), na final de conferência.

Howard dominou esse confronto com autoridade, registrando médias de 25,8 pontos, 13,0 rebotes e 2,8 assistências. O auge, aliás, veio no monumental Jogo 6, quando anotou 40 pontos e 14 rebotes para colocar Orlando nas Finais da NBA. Além disso, até hoje, exceto pelos Celtics, aquele Magic de Dwight é a única equipe que barrou o “King” de chegar às Finais entre 2007 e 2018.

Se o restante da carreira, prejudicada por problemas nas costas, não teve o mesmo brilho, D12 ainda conseguiu o que muitas superestrelas não alcançaram. Posteriormente, após anos de passagens por Atlanta Hawks, Philadelphia 76ers, Charlotte Hornets e Washington Wizards, o pivô conquistou o tão sonhado anel em 2020, se integrando perfeitamente ao projeto dos Lakers.

Deixando o ego de lado para cumprir um papel complementar (19 minutos de média em quadra na temporada), Howard trouxe a dose de força e intimidação que os angelinos precisavam, coroando sua carreira com o título da NBA dois anos antes de se despedir da liga em 2022. Inclusive, um feito que muitos ícones, como Charles Barkley, Karl Malone ou Carmelo Anthony, jamais conquistaram.

Sobretudo, quer gostem ou não, Dwight Howard marcou a história da NBA. E, se ainda houver dúvidas, basta lembrar que “Superman” — um de seus apelidos — tem mais seleções para o All-NBA 1st Team do que Kevin Garnett, Chris Paul, Dirk Nowitzki ou Moses Malone. Por fim, seria isso suficiente para lhe dar o devido valor?

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