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Haliburton queria ‘homenagear’ Reggie Miller com comemoração

Matheus Puk

Comemoração de 'choke' de Haliburton relembrou momento épico de Reggie Miller na rivalidade entre Pacers e Knicks nos anos 90

Tudo parecia sob controle para o New York Knicks no Jogo 1 das finais do Leste, pelos playoffs da NBA. A vantagem de 14 pontos, restando menos de três minutos, empolgava o Madison Square Garden. Mas então Tyrese Haliburton e os Pacers decidiram tomar conta do espetáculo, escrevendo um novo capítulo nesta longa rivalidade, com direito a ‘homenagem’ a um capítulo anterior escrito pela lenda Reggie Miller.

O armador do Indiana Pacers, ao lado de Aaron Nesmith, comandou uma reação inacreditável. Com uma sequência fulminante de bolas de três de Nesmith, o time encostou no placar. Então, no último lance do tempo regulamentar, Haliburton recuou, arremessou, e a bola — depois de bater alto no aro — caiu suavemente na rede, empatando o jogo em 125 e forçando a prorrogação.

Sinal icônico e doloroso no coração de Nova York

Logo após o arremesso decisivo, Haliburton virou-se para a torcida do Garden e fez o famoso gesto de “choke” (engasgar, sinalizando que os Knicks ‘passam mal’ sob pressão). Foi uma provocação? Talvez. Mas, segundo o próprio jogador, também foi uma homenagem.

“Eu queria que ele [Reggie Miller] visse isso, mais do que tudo”, disse Haliburton, após o jogo. “Acho legal continuar construindo a minha própria história com esse grupo e, ao mesmo tempo, mostrar respeito e admiração por quem veio antes da gente”.

O gesto é uma marca registrada de Miller, lenda dos Pacers, que aplicou a mesma comemoração contra os Knicks em 1994 após marcar 25 pontos no último quarto de um jogo histórico. No entanto, poucos se recordam, mas naquela série, após a comemoração de Reggie, os Knicks conseguiram vencer os dois últimos jogos, virando o confronto para 4 a 3 e eliminando Indiana.

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De qualquer forma, Haliburton, fã declarado de Reggie Miller, afirmou que o momento simplesmente “pareceu certo”. Curiosamente, o arremesso que forçou a prorrogação foi um arremesso de dois pontos, e não de três como ele pensou anteriormente. “Se eu soubesse que era dois, talvez, não tivesse feito o gesto. Talvez, tenha desperdiçado a chance”, disse com bom humor.

Rivalidade antiga se reacende

Haliburton tem alimentado essa rivalidade histórica com estilo próprio. Na temporada passada, após eliminar os Knicks em pleno MSG, ele apareceu com um moletom estampando o gesto de Miller. Desta vez, elevou ainda mais o simbolismo ao repetir a provocação diante do ídolo, que estava à beira da quadra como comentarista da TNT.

“Foi um momento especial, ainda mais com ele ali. Não deu pra conversar depois do jogo, mas trocamos olhares”, revelou. Tyrese Haliburton não só ajudou Indiana a conquistar a vitória: ele reacendeu de vez uma rivalidade clássica com personalidade, talento e uma pitada de história. O jogo 2 entre Pacers e Knicks acontece nesta sexta-feira (23).

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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