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Knicks admitem colapso em virada sofrida para os Pacers no jogo 1

Matheus Puk

Comentários após o jogo de Hart, Brunson e KAT, sinalizam falha mental dos Knicks em derrota por virada para Indiana no jogo 1

Na noite desta quarta-feira (21) pela NBA, o New York Knicks parecia ter tudo sob controle no jogo 1 da final do Leste contra o Indiana Pacers. Faltando menos de três minutos para o fim, liderava por 14 pontos diante de um Madison Square Garden em êxtase. Mas, em questão de segundos, tudo caiu por terra da forma mais dramática possível.

O que era para ser mais um capítulo de glória na campanha dos Knicks virou um tenebroso pesadelo. A equipe cedeu uma virada impressionante ao Indiana Pacers e perdeu na prorrogação por 138 a 135. Assim, abriu as finais do Leste com uma derrota doída e evitável que pode render efeitos negativos por, talvez, toda a série.

Apagão no pior momento possível

Os Knicks haviam superado desvantagens em série contra o Boston Celtics. No entanto, desta vez, foram eles que não conseguiram manter o foco até o fim. Bastava uma parada defensiva, apenas uma. Mas ela nunca veio.

Bem como, os Pacers converteram todos os seus seis arremessos nos últimos 170 segundos do tempo regulamentar. Cinco deles foram bolas de três. Quatro partiram das mãos do endiabrado Aaron Nesmith, que terminou a noite com 30 pontos e como grande protagonista da virada ao lado de Tyrese Haliburton.

Uma das peças mais importantes do time, Josh Hart não escondeu a frustração logo após o jogo. “Defensivamente, tiramos o pé. Faltou intensidade, faltou físico. No ataque, ficamos lentos e previsíveis… parecia que estávamos jogando para não perder”.

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Por outro lado, o pivô Karl-Anthony Towns, que anotou 35 pontos e pegou 12 rebotes, seguiu a mesma linha. “Fizemos 46 minutos ótimos. Mas perdemos o jogo nos dois minutos finais. E isso é responsabilidade de todos nós”.

Brunson assume responsabilidade

Jalen Brunson teve uma noite de altos e baixos. Apesar dos seus 43 pontos, cometeu sete desperdícios de bola — incluindo um desvio não proposital para lateral, antes dado como bola para os Knicks, mas desafiado e revertido para os Pacers. Por fim, ele ainda teve a chance de empatar no último lance da prorrogação, mas errou a bola decisiva bisonhamente.

“Nos playoffs, quando você vence, é o melhor sentimento do mundo. Quando perde, é o pior”, desabafou. Ele sabe que precisa cuidar melhor da posse e manter a calma sob pressão. Afinal, Brunson não é apenas o termômetro do time, mas também é o seu principal jogador, ainda mais nas situações de clutch.

Olho no Jogo 2: o momento exige reação

Apesar da dor da derrota no jogo 1, os Knicks não podem se abater. Um novo revés na sexta-feira (23) deixaria o time em situação delicada, com a série indo para Indianápolis em 2 a 0. Por isso, o discurso no vestiário foi direto: foco, energia e ajuste.

Para vencer, Nova York precisa recuperar sua identidade: defesa intensa, transição rápida e um ataque coletivo e fluido. Tudo o que desapareceu nos minutos finais. Os Knicks já provaram que sabem reagir. Mas agora, mais do que nunca, é hora de mostrar que aprenderam a fechar jogos.

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Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.

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