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Brasil perde para os Estados Unidos na AmeriCup, mas passa de fase

Gustavo Assef

Liderando até o último quarto, o Brasil tinha a chance de terminar com a primeira vaga do grupo e ficará com a terceira

Na noite desta terça-feira (26), os dois maiores campeões da AmeriCup se enfrentaram. Isso porque Brasil e Estados Unidos se encontraram pela terceira rodada da fase de grupos do torneio. A equipe norte-americana venceu pelo placar de 90 a 78, apesar da liderança do Brasil por três pontos no início do último quarto.

Com a derrota, a seleção brasileira terminou na terceira posição do grupo, atrás dos Estados Unidos e do Uruguai, por saldo de pontos. No entanto, está classificada para a próxima fase da competição e enfrentará a Republica Dominicana, nesta quinta-feira (28), pelas quartas de final.

Destaques individuais

A seleção brasileira entrou em quadra desfalcada de duas peças importantes no perímetro: Georginho de Paula (entorse cervical) e Vitor Benite (desconforto muscular na panturrilha). Assim, os destaques positivos ficaram para Yago, com 14 pontos e nove assistências, e para Gui Deodato, com 14 pontos e três bolas de três pontos. Além disso, o cestinha foi o pivô Bruno Caboclo, que anotou 21 pontos e pegou cinco rebotes.

No entanto, o destaque negativo vai para a lesão de Ruan Miranda, que sofreu entorse no joelho direito e precisou deixar a partida ainda no primeiro quarto. Segundo a Confederação Brasileira de Basquete, o jogador passará por uma ressonância magnética nesta quarta-feira (27).

Por outro lado, nos EUA o destaque principal foi Javonte Smart, que terminou com 22 pontos, pegou fogo no segundo tempo e ainda teve sete rebotes e quatro assistências. O outro destaque foi o ala-armador Jahmiu Ramsey, que contribuiu com 15 pontos e foi muito bem no último quarto.

Controle americano para começar, mas Yago respondeu

Com o Brasil mais tenso na partida, a seleção norte-americana tomou o controle do jogo e parecia mais confortável, abrindo 11 a 3 logo de cara. Isso porque a defesa brasileira ainda tentava se encontrar, bem como o ataque. Foi aí que Yago teve seu melhor momento na partida. O armador brasileiro carregou o ataque em três posses consecutivas e baixou a diferença para 22 a 19.

No entanto, foram os adversários que terminaram na frente do primeiro quarto: 24 a 21.

Reação do Brasil veio na bola de três

No começo do segundo período, a seleção brasileira teve três arremessos de três livres e consecutivos, mas não conseguiu matar nenhum. Além disso, a defesa ainda sofria com os detalhes, concedendo arremessos perto do aro e rebotes ofensivos. Assim, rapidamente o placar ficou em 29 a 21 para os adversários.

Depois, foi a hora de Alexey entrar muito bem e trazer confiança para o restante do time. Com isso, Caboclo logo depois teve boa sequência, no garrafão e na bola de três, deixando o jogo equilibrado novamente. Por fim, Gui Deotado se juntou, matou duas do perímetro, e levou o Brasil para o vestiário com a vantagem de 46 a 40.

Já durante o terceiro quarto, a seleção norte-americana voltou com Smart e Ramsey quentes. Do outro lado, o Brasil respondia com o trabalho coletivo, principalmente criando vantagens depois do pick and pop com Lucas Dias. Dessa forma, a equipe brasileira terminou o terceiro quarto vencendo por 67 a 64.

Jogo coletivo desmoronou e a confiança foi para o outro lado

Apesar da sólida partida da seleção brasileira até então, a margem para erro era pequena.

E foi aí que o jogo começou a mudar de cenário, já que o Brasil teve mais dificuldades para trabalhar a bola e ficou mais no jogo individual, sem conseguir cestas. Por outro lado, aos poucos os Estados Unidos foram ganhando moral, principalmente com Smart e Ramsey, além dos rebotes ofensivos (o total foi de 13).

Com isso, o Brasil ficou mais de três minutos sem pontuar e os adversários abriram dez de vantagem com pouco mais de dois minutos restantes. Placar final: 90 a 78.

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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