Ídolo dos Lakers e dono dos Dodgers, Magic compara o astro japonês Shohei Ohtani a Kobe Bryant e exalta seu impacto histórico dentro e fora de campo
Enquanto o Los Angeles Lakers inicia mais uma temporada em busca do título da NBA, o coração esportivo da cidade pulsa forte por outro gigante – o Los Angeles Dodgers. E no centro dessa euforia está Shohei Ohtani, o fenômeno japonês que não apenas redefiniu o beisebol moderno, mas também conquistou a alma de uma cidade acostumada a ídolos.
Atualmente, em desvantagem de 3 a 2 na grande final da MLB contra o Toronto Blue Jays, a equipe deposita em Shohei Ohtani – dono de atuações impressionantes nesta World Series – suas fichas e o símbolo da esperança angelina em repetir o título conquistado no ano passado.
Enquanto isso, nas arquibancadas do Dodger Stadium nos últimos jogos da final, um velho conhecido do público dos Lakers acompanhava cada jogada: Magic Johnson, lenda da franquia e coproprietário dos Dodgers.
FALTA UMA! ☝️🔥 Com show de Trey Yesavage no montinho, os Blue Jays voltam a dominar o ataque dos Dodgers e ficam a uma vitória do título na World Series.
— The Playoffs 🏈🏀⚾🏒 (@theplayoffsbr) October 30, 2025
Com a série em 3 a 2, Toronto pode levantar a taça em casa no jogo 6. Pintou o campeão? 🏆👀 pic.twitter.com/qts3ahLyI8
Durante uma entrevista de pré-jogo, Magic falou sobre a influência de Shohei Ohtani em Los Angeles – e não poupou elogios. Em sua visão, o impacto do craque é global, assim como o de outra grande lenda da cidade.
“É o mesmo tipo de impacto que Kobe Bryant teve. só que eles não eram donos de um país. Veja bem, ele é dono do Japão, né? O impacto é o mesmo, os fãs o adoram. Acho que é mais parecido com o Kobe. O tipo de impacto que ele causou dentro e fora de campo. Ele é um jovem humilde e está determinado a se tornar o melhor jogador de beisebol que já vimos”, disse o membro do Hall da Fama do Basquete.
De fato, Shohei Ohtani tem feito história. No épico jogo 3, por exemplo, o japonês chegou em base nove vezes consecutivas, quebrando um recorde da World Series. Sua presença não apenas impulsiona o desempenho dos Dodgers, mas também movimenta a economia e reforça o prestígio global da franquia.
O seu contrato bilionário de US$ 700 milhões, assinado em 2023, parece cada vez mais justificado. Dentro e fora dos estádios, Shohei se tornou o rosto da franquia, atraindo fãs, patrocinadores e uma legião de admiradores – assim como Kobe Bryant fez pelos Lakers durante duas décadas.

A conexão entre Dodgers e Lakers ficou ainda mais evidente após o épico jogo 3 da World Series, decidido apenas na 18ª entrada – a segunda partida mais longa da história das finais da MLB.
Com Freddie Freeman garantindo a vitória com um home run heroico, Ohtani e o veterano Clayton Kershaw tiveram atuações marcantes. Nas arquibancadas e nas redes sociais, Magic Johnson vibrou como um torcedor comum: “Freeman, Ohtani e os Dodgers foram simplesmente lendários esta noite!”, escreveu em suas redes.
No entanto, nas duas partidas seguintes, ainda em território californiano, os Blue Jays viraram a World Series e agora, retornando ao Canadá, eles terão duas oportunidades na frente do seu torcedor de desbancar o ‘elenco mais caro do beisebol’ e derrubarem Shohei Ohtani e os Dodgers.
Por fim, Ohtani representa algo maior que o sucesso esportivo – ele é a nova face da excelência em Los Angeles e nos esportes americanos. Assim como Kobe e Magic em suas eras, Shohei une carisma, talento e uma ética de trabalho extraordinária.
Agora, com a ligeira desvantagem na série e em busca de uma virada em sete jogos, o astro japonês tem a chance de repetir o feito lendário de Kobe Bryant, ao conquistar títulos consecutivos e consolidar-se como um dos maiores nomes da história do esporte em Los Angeles.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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