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Semien empolgado para jogar pelos Mets: ‘Ainda tenho muito a entregar’

Gabriel Litaldi

Infielder chega para fortalecer setor no plantel

Um mês atrás, Marcus Semien, atualmente nos Mets, era pai de quatro filhos, vivia tranquilamente no Texas e tinha mais três anos garantidos de contrato. Muita coisa mudou de lá para cá.

Três semanas depois de receber seu quinto filho com a esposa Tarah, o segunda base ganhou outra surpresa: foi trocado pelo Texas Rangers para o New York Mets na última segunda-feira (24), em um acordo que envolveu o veterano outfielder Brandon Nimmo.

Assim, de repente, o bicampeão do Gold Glove se viu a caminho de uma nova cidade e de seu quinto time na MLB – o primeiro da Liga Nacional.

“Foi surpreendente. Eu tinha assinado um contrato longo aqui quatro anos atrás”, disse Semien, em coletiva por Zoom. “Mas eu sempre presto muita atenção ao lado comercial do beisebol. No fundo, eu sabia que algo poderia acontecer”.

Buscando melhorar a defesa, os Mets aceitaram enviar Nimmo – jogador mais longevo da franquia – junto de US$ 5 milhões ao Texas em troca de Semien, que aos 35 anos ainda tem três temporadas e US$ 72 milhões restantes do contrato de sete anos e US$ 175 milhões assinado em 2021.

“Quero jogar até me mandarem para casa”, afirmou. “Neste ponto da carreira, é muito bom saber que existe um time que acredita em mim, entende meu jogo e quer me ajudar”.

Semien contou que estava treinando na última sexta-feira quando recebeu uma ligação de Scott Boras, seu agente, avisando que uma troca estava perto. Como o negócio dependia de Nimmo abrir mão de sua cláusula de não-troca, ele precisou manter silêncio – revelando a situação apenas à família até a notícia vazar no domingo (23).

Quando tudo se confirmou, Semien procurou um velho conhecido: Max Scherzer, ex-companheiro nos Rangers e ex-arremessador dos Mets, para perguntar como era a vida em Nova York. “Falei mais sobre família do que sobre beisebol. Ele também tem quatro filhos, então quis entender como organizar tudo.”

Mesmo assim, a perspectiva esportiva também o anima: “Eu não poderia estar mais empolgado para jogar em um grande mercado, diante de uma torcida que traz energia toda noite. Isso tira o melhor de mim”.

Criado na Bay Area e formado na Universidade da Califórnia, Semien revelou que Nova York sempre foi sua cidade favorita para atuar como visitante. Ele esteve lesionado quando os Rangers visitaram o Citi Field em setembro, mas acompanhou de perto. “Eu gostei da paixão daquele time, do jeito que jogavam. E adorei o potencial da rotação jovem. Fiquei imaginando como seria estar daquele lado, e isso me deixa muito animado”.

Mesmo com a fratura no pé que o tirou por mais de cinco semanas em 2024, Semien conquistou o segundo Gold Glove da carreira. Em 13 temporadas, só foi colocado na lista de lesionados duas vezes e disputou 155 jogos ou mais em oito anos diferentes. “Quero ser o cara que joga todo dia. Me orgulho de cuidar do corpo, de manter a defesa afiada. Quando jogo diariamente, melhoro. Experiência importa”.

Três vezes All-Star e três vezes terceiro colocado na votação de MVP da Liga Americana – por três equipes diferentes – Semien teve queda no desempenho ofensivo nas últimas duas temporadas, mas acredita que os novos treinadores de rebatidas dos Mets podem ajudá-lo a reencontrar o ritmo. “Acho que ainda tenho muito a oferecer no ataque. Fiquei decepcionado com meu desempenho ofensivo no ano passado”.

Ele também sabe que substituir Nimmo, muito querido na franquia, não será tarefa simples. “Entendo o quanto ele era importante no clube e para os torcedores. Sei que é difícil perder alguém tão presente, tão carismático e tão envolvido com a comunidade. Sinto pelos fãs”.

Semien espera conquistar o público à sua maneira: “Quero conhecer a torcida, a comunidade, e deixar meu jogo falar por mim. Quero ser alguém que os companheiros possam procurar, alguém em quem confiem. Espero conseguir preencher o espaço que Brandon deixou – e fazer jus ao que ele representou”.

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Cientista político, gaúcho em SP e paulista no RS. Coleciona camisas de esportes em geral. É fã dos X-Men, comida mexicana, ska punk e literatura latina. Contrasta a camisa vermelha de domingo com o amor azul pelo New York Mets.

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