Confrontos verbais, personalidades opostas e indefinição sobre liderança intensificam turbulência nos Mets após nova campanha decepcionante
O clima no New York Mets voltou a pegar fogo. No meio da última temporada, em uma sequência negativa que culminou na sétima derrota consecutiva da equipe, Francisco Lindor discutiu de forma dura com Jeff McNeil depois de uma falha defensiva determinante no resultado da partida.
O episódio, revelado pelo jornalista Mike Puma, do New York Post, expôs novamente tensões que parecem longe de terminar no vestiário dos Mets. Embora não haja registros de agressão física, testemunhas relataram um confronto tenso entre os dois. E, como muitos lembram, não é a primeira vez que dupla protagoniza um atrito intenso, reacendendo memórias de episódios antigos.
UPDATE
— SleeperMets (@SleeperMets) November 29, 2025
Francisco Lindor and Jeff McNeil had a heated confrontation last season after a defensive lapse on June 20th in Philadelphia, per @NYPost_Mets
Lindor reportedly began verbally attacking McNeil, leading to a tense standoff between the two.#LGM pic.twitter.com/DByR81h3D6
A relação entre Lindor e McNeil nunca foi simples. Em 2021, os dois chegaram a se estranhar seriamente no túnel atrás do dugout dos Mets, em um incidente que envolveu discussão, empurrões e até um suposto “apertão de pescoço” contra a parede, tudo mascarado posteriormente pelos próprios jogadores, que brincaram com o ocorrido na mídia.
Agora, com a chegada do segunda base Marcus Semien, a parceria no meio do infield está por um fio. A tendência é que McNeil seja deslocado em definitivo para o outfield, caso permaneça na organização. Seu desempenho recente – 12 home runs, 54 RBIs e média de 24,3% no bastão na última temporada – mantém certo valor, mas não assegura sua continuidade no infield, especialmente ao lado de Lindor.
Além do atrito com McNeil, um novo ponto de tensão preocupa a diretoria. Segundo a reportagem do New York Post, Lindor e Juan Soto viveram uma relação “fria” durante a última temporada. Perfis opostos, de acordo com fontes internas, contribuíram para esse distanciamento.
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Soto, descrito como um jogador “focado em negócios” é conhecido pela seriedade extrema no trabalho, enquanto Lindor costuma adotar postura mais leve e até midiática, com interesse em moda e estilo de vida – algo que não agrada a todos e até mesmo, afastou Soto. O choque de estilos abriu questionamentos importantes dentro do vestiário.

Além disso, a incerteza de liderança no vestiário é outro tema sensível. Desde o capitão David Wright, em 2018, os Mets não nomeiam um capitão oficial – e, apesar da discussão interna, optaram novamente por não definir um nome para o posto.
Por sua vez, Lindor sempre expressou desejo de assumir a braçadeira informal, mas fontes indicam que sua “influência no vestiário diminuiu” ao longo de 2025. Enquanto isso, Soto, Brandon Nimmo, Pete Alonso e Francisco Álvarez surgiram como alternativas naturais na formação de uma liderança compartilhada.
Após investir pesado em Soto e ainda terminar 83-79, fora dos playoffs, os Mets enfrentam agora desafios que vão além do desempenho em campo. Resolver disputas internas, estabilizar a convivência entre suas estrelas e definir um norte claro de liderança serão passos essenciais para que a franquia volte a competir no mais alto nível.
A crise não começou agora – e também não deve sumir de repente. Mas, para os Mets, ignorar o problema já não é mais uma opção.
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nhl Escreve sobre o que ama. Torcedor incondicional dos Patriots desde a temporada perfeita que não teve final perfeito. Um viciado em jogos de esportes desde seu finado PS1, é apaixonado também por Bruins, Red Sox e Celtics. Tem a felicidade de já ter visto todos os seus times de coração serem campeões. Sonha em um dia entrevistar pessoalmente seu maior ídolo, Patrice Bergeron.
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