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Ichiro Suzuki e C.C. Sabathia encabeçam lista de indicados para o Hall da Fama em 2025

Gabriel Litaldi

Ex-atletas tentarão chegar ao panteão eterno do esporte pela primeira vez

Nesta segunda-feira (18), a Baseball Writers’ Association of America anunciou os indicados Hall da Fama do beisebol em 2025, introduzindo novos nomes, como Ichiro Suzuki, C.C. Sabathia, Dustin Pedroia, Félix Hernández e Ian Kinsler.

Membro com mais de dez anos de associação na BBWAA podem votar até 31 de dezembro, com o resultado sendo oficializado em 21 de janeiro de 2025, na MLB Network. Para serem eleitos e fazerem parte da cerimônia em Cooperstown, em 27 de julho, os candidatos deverão ter 75% de votos. Caso algum dos indicados não atinja 5%, ele será excluído de votações futuras.

Critérios e favoritos: quem pode entrar para a história?

Recebendo votos entre 5% e 75%, o atleta será mantido para o certame seguinte, por até dez anos. É o caso de Billy Wagner (73,8% em 2024), Andruw Jones (61,6%) e Carlos Beltrán (57,1%). Eles tentarão pela primeira vez a passagem ao nível mais alto de honrarias do esporte.

Ichiro Suzuki é o grande favorito a ser eleito já neste ano – com possibilidade de ser feito de forma unânime. Visto como uma lenda do beisebol, o japonês registrou, ao menos, 200 rebatidas em dez temporadas seguidas na liga. Além disso, liderou a MLB em hits por sete anos.

Ichiro Suzuki estabeleceu o recorde de rebatidas em uma única temporada – com 262 – e conseguiu ser o Novato do Ano e MVP da Liga Americana em 2001. Além disso, levou dez prêmios Gold Glove, dez nomeações como All-Star, dois Silver Sluggers e teve a melhor média de rebatidas na American League em duas oportunidades. Mesmo estreando na MLB com 27 anos, o atleta conseguiu mais de 3.000 hits na carreira.

Sabathia também tem todos os critérios de um arremessador para ser apontado ao Hall da Fama. Oex-atleta possui mais de 3.000 strikeouts, 250 vitórias, seis participações no All-Star Game, um troféu Cy Young e uma World Series.

Embora a sua escolha não seja tão uníssona como a do astro japonês, o pitcher tem o respeito e admiração pelas suas conquistas em campo. Ele arremessou mais de 200 entradas durante o seu auge, sendo visto como um ace durante a maior parte da carreira. Mesmo assim, não será uma surpresa se o seu nome receber mais do que 75% dos votos.

Outros destaques e histórias de superação

Hernández foi, certamente, um dos melhores arremessadores da liga enquanto esteve no seu auge. Com um Cy Young, seis All-Stars, mais de 2.500 strikeouts, dois prêmios de melhor ERA na Liga Americana e um jogo perfeito. Entretanto, teve um declínio foi vertiginoso e, antes de completar 35 anos, já não estava mais nas ligas maiores. Infelizmente, nunca conseguiu atuar em jogos de pós-temporada.

Pedroia se consagrou como ídolo e um dos nomes importantes da era vitoriosa mais recente do Boston Red Sox. O ex-jogador ajudou a franquia a vencer duas World Series. Além disso, conquistou um MVP da Liga Americana, um Rookie of the Year, quatro Gold Gloves, um Silver Slugger e quatro participações no jogo dos All-Stars. Embora o segunda base não tenha conseguido números comuns entre os Hall of Famers (como 2.000 rebatidas, por exemplo), é um dos fortes concorrentes a figurar entre os imortais do esporte.

Kinsler foi campeão em 2018, esteve em quatro partidas All-Star. Além disso, recebeu dois Gold Gloves e conseguiu duas temporadas com, ao menos, 30 home runs e 30 bases roubadas. Assim como o colega, também não é um nome com tantos adeptos para este ano, mas dado os seus bons momentos como um sólido rebatedor, é possível que ele possa ser eleito nos próximos anos.

Algumas outras grandes figuras, como Curtis Granderson, Alex Rodriguez, Manny Ramirez, Chase Utley e Omar Vizquel também estarão na disputa para o ano que vem.

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Cientista político, gaúcho em SP e paulista no RS. Coleciona camisas de esportes em geral. É fã dos X-Men, comida mexicana, ska punk e literatura latina. Contrasta a camisa vermelha de domingo com o amor azul pelo New York Mets.

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