Atleta aposentado faz duras crÃticas a jogadores que ‘burlam’ regra na liga
Neste domingo (13), o ex-primeira base Eric Hosmer comentou sobre o uso de substâncias para melhoria de desempenho na MLB. Hosmer afirmou que atletas que fossem condenados por violar a regra de uso de substâncias na liga deveriam ter seus salários retirados.
“Acho que a única forma do jogo ser mais justo e esses caras não pegarem 80 jogos de suspensão, com possibilidade de mais alguns anos, é retirar o dinheiro garantido”, defendeu o jogador no podcast Diggin’ Deep. “Não ligo se você assinou um contrato garantido. O restante do contrato é o que vale. Você tem que remover isso porque já foi provado que os caras que assinam vínculos longos […] isso não os impede de deixar de se arriscar”.
Sobretudo, a declaração de Hosmer exemplifica o caso do outfielder do Atlanta Braves Jurickson Profar. O atleta, após um excelente 2024 com o San Diego Padres, assinou com a nova franquia por três anos e US$ 42 milhões.
Pouco depois do Opening Day, no entanto, o atleta foi banido por 80 jogos após ser flagrado no exame antidoping da Major League Baseball. Por conta do gancho, ele deixará de embolsar US$ 5,8 milhões do acordo total.
“Se você me dissesse que eu tenho US$ 110 milhões em risco pelos próximos três anos e que eu posso perder isso, eu nem pensaria”.
Valores garantidos, de acordo com as regras do beisebol norte-americano, são contratos de ligas maiores – quando os atletas receberão, na íntegra, os montantes acordados pela assinatura. Vínculos de ligas menores, no entanto, exigem que o jogador esteja no elenco principal para o Spring Training ou seja promovido durante a temporada regular para que sejam pagos.
Eric Hosmer anunciou sua aposentadoria no começo do ano passado, após 13 anos como atleta profissional. Ele defendeu o Kansas City Royals (onde levantou a World Series de 2015), San Diego Padres, Boston Red Sox e Chicago Cubs, além de ser nomeado para um All-Star Game e faturar quatro prêmios Gold Glove e um Silver Slugger.
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mlb Cientista político, gaúcho em SP e paulista no RS. Coleciona camisas de esportes em geral. É fã dos X-Men, comida mexicana, ska punk e literatura latina. Contrasta a camisa vermelha de domingo com o amor azul pelo New York Mets.
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