Competição é a única grande liga norte-americana sem limite na folha de pagamento
O proprietário do Baltimore Orioles, David Rubenstein, se juntou à causa por um teto salarial na Major League Baseball (MLB). A competição é a única grande liga esportiva norte-americana sem qualquer tipo de impeditivos de valores. De acordo com ele, um limite iria diminuir a “disparidade” entre equipes de mercados consumidores menores e maiores.
“Gostaria que fosse o caso de termos um teto salarial no beisebol como outros esportes têm e, talvez, eventualmente, teremos. Mas não temos isso agora. Suspeito que, provavelmente, teremos algo mais próximo do que a NFL e a NBA têm, mas não há garantia disso”, afirmou, no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, esta semana.
Atualmente, a MLB tem um sistema de imposto de equilíbrio competitivo. Isto adiciona encargos adicionais às folhas de pagamento mais altas.
Os Orioles já estiveram entre os clubes que mais gastavam na disputa. Em 2017, o time tinha a décima maior folha de pagamento, durante a gestão do antigo dono Peter Angelos. No início da década de 2020, porém, os valores despencaram em razão da turbulência e problemas financeiros da família Angelos. Assim, o clube entrou à venda em 2023, quando o grupo de Rubenstein assumiu.
Em 2024, Baltimore foi a 22ª folha salarial da MLB, com US$ 109 milhões. Para a temporada de 2025, entretanto, este número aumentará devido às contratações nesta inter-temporada. Entre eles, Tyler O’Neill e os arremessadores titulares Tomoyuki Sugano e Charlie Morton. Em compensação, o elenco perdeu grandes jogadores para a free agency, como Corbin Burnes e Anthony Santander, que assinaram com outros times por um grande salário. A projeção é que a folha dos Orioles seja de US$ 156 milhões no dia de abertura da competição.
Rubenstein afirmou que além do mercado consumidor maior nos Estados Unidos, outras equipes também conseguem expandir os negócios internacionalmente. O que, para ele, aumenta a diferença competitiva na hora de novos acordos com atletas. O executivo usou o Los Angeles Dodgers de exemplo na comparação.
“Acho que os times das grandes cidades têm algumas vantagens. Agora, em Los Angeles, eles têm outra vantagem. Eles têm jogadores japoneses, (vários deles que eles pegaram como Shohei (Ohtani), e as pessoas no Japão, realmente, amam assistir aos Dodgers, e eles vendem muita mercadoria no Japão para os jogadores dos Dodgers”, completou.
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mlb Jornalista em formação. Apaixonado desde pequeno por vários esportes e um botafoguense doente. Encontrou os esportes americanos em 2017 e se encantou por Brewers, Saints, Sharks e Raptors. Vivo em devoção ao Deus MVP Christian Yelich.
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