Equipe busca primeiro tÃtulo divisional desde 2015
Depois de um 2024 frustrante e amargando a lanterna da Divisão Leste da Liga Americana da MLB e com boatos constantes sobre trocas de estrelas como o primeira base Vladimir Guerrero Jr. e do shortstop Bo Bichette, a temporada atual mostra um rumo diferente para o Toronto Blue Jays, com um elenco em ótima forma e excelente momento.
Logo no começo do ano, Guerrero Jr. renovou com a franquia após seguidas negociações por 14 temporadas e US$ 500 milhões – valores recordes para a organização – e sacramentou o seu futuro no Canadá.
Já sobre Bichette, embora sem a oficialização de nenhum acerto, os azuis ainda esperam mantê-lo após a World Series, mesmo que o seu desempenho possa fazer o infielder vestir outra camisa em 2026.
Com um começo de temporada regular mais lento, os canadenses subiram de produção no durante os meses de junho e julho, com direito a 34 vitórias em 52 partidas e uma campanha de 11-1 no Rogers Center, em julho. Atualmente, a campanha de 78-56 é a melhor entre todas as equipes da Liga Americana, fazendo com que Toronto sonhe com o primeiro título divisional desde 2015.
Enquanto nomes já conhecidos da torcida, como Bichette, Vladdy e o outfielder George Springer – que apresenta um desempenho bem acima das temporadas recentes – liderem o ataque da equipe, a rotação já forte, com nomes como Kevin Gausman, José Berríos e Chris Bassitt recebeu reforços de Max Scherzer, Shaun Bieber e Eric Lauer, melhorando ainda mais o poderio no montinho.
Já com 41 anos e passando por passagens atribuladas por lesões por New York Mets e Texas Rangers (onde até venceu a World Series de 2023, mas sem tanto protagonismo), Scherzer assinou por um ano e US$ 15,5 milhões com Toronto, buscando uma última experiência nas ligas maiores.
No entanto, após se juntar ao elenco principal da organização em junho, Mad Max voltou ao seu jogo já conhecido na Major League Baseball, apresentando-se de forma sólida em seguidas oportunidades. Desde o final de julho, ele registrou quatro vitórias em seis partidas, arremessando em seis entradas ou mais em todas elas. Em 12 atuações totais, seu recorde é de 5-2, com 61 strikeouts em 66 entradas e ERA de 3.82.
Um atleta de superação, levantando a World Series de 2019 pelo Washington Nationals como a principal estrela e jogando mesmo machucado, Scherzer possui experiência e qualidades inegáveis. A sua volta aos principais holofotes do beisebol é uma excelente notícia para os Blue Jays e para o jogador, que pode fazer esta última oportunidade na liga como uma despedida inesquecível.
O nome de Shane Bieber era manchete constante na mídia americana especializada no esporte em quase todos os trade deadlines desde 2022, última temporada em que atuou sem lesões.
Então ace do Cleveland Guardians, o pitcher venceu o prêmio de Cy Young em 2020, numa temporada estrondosa com ERA de 1.63 em 12 partidas e campanha 8-1. Todavia, ele enfrentou alguns problemas no cotovelo – o que o fez atuar apenas uma vez em 2024 por conta da cirurgia Tommy John.
Trocado aos Blue Jays, o lançador se tornou o segundo Bieber mais famoso de Ontário e já na sua estreia apresentou um excelente cartão de visitas: nove strikeouts em seis entradas, duas rebatidas, um walk, uma corrida permitidas e vitória sobre o Miami Marlins de 5 a 2.
Do trio, Lauer é menos badalado, mas sua consistência o tornou peça fundamental no montinho dos Pássaros Azuis. Contratado num vínculo de ligas menores, ele estava no Kia Tigers, da Coreia do Sul, sem muito brilho.
Iniciando a temporada na Triple-A, ele acabou promovido às ligas maiores após 21 strikeouts e ERA de 4.50 em cinco partidas e se estabelecendo como um reliever para Toronto. Seus arremessos seguros, entretanto, o colocaram na rotação de abridores do plantel.
Atualmente, Lauer possui campanha 8-2, com 91 strikeouts em 92.2 entradas e ERA de 3.21. Além disso, ele arremessou uma partida completa pelo time, batendo o Detroit Tigers por 11 a 4 em julho após 97 lançamentos.
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mlb Cientista político, gaúcho em SP e paulista no RS. Coleciona camisas de esportes em geral. É fã dos X-Men, comida mexicana, ska punk e literatura latina. Contrasta a camisa vermelha de domingo com o amor azul pelo New York Mets.
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