O MLB All-Star Game 2025 reuniu os melhores jogadores da Major League Baseball (MLB), nesta terça-feira (15), no Truist Park, em Atlanta. Além de um disputado jogo e grandes emoções, a partida contou com a estreia do sistema eletrônico da zona de strike. E ele foi posto à prática logo no início pela Liga Americana. O catcher Cal Raleigh pediu a revisão de um arremesso e venceu primeiro pedido de desafio da tecnologia.
A partida estava na parte baixa da primeira entrada, e a Liga Nacional já estava na liderança do placar. O arremessador Tarik Skubal estava no montinho e havia conseguido apenas uma eliminação, em Freddie Freeman por uma rebatida rasteira. No confronto contra Manny Machado, então, Skubal levou a contagem a 0-2 e arremessou na parte inferior da zona. O árbitro marcou como bola, mas Raleigh conseguiu reverter a decisão.
Em uma conversa capturada pela transmissão da Fox, Raleigh conversou com Skubal e afirmou que achava que era um strike. O catcher, portanto, fez o sinal de batidas no capacete e soliciou a revisão. Os outros jogadores da Liga Americana concordaram com o pedido, enquanto o treinador adversário, Dave Roberts, se divertiu com o momento. Após um vídeo exibido no telão do estádio comprovar que era um strike, a arbitragem voltou atrás e eliminou Machado por strikeout.
Futuro da tecnologia no esporte
Antes do início da partida das estrelas, o comissário geral da MLB, Rob Manfred, indicou que formou um comitê de competição para discutir a possibilidade de implementar o sistema da zona de strike na próxima temporada regular. Até a oficialização, entretanto, ainda há o que ser discutido. O dirigente deixou clara a preocupação com a velocidade das decisões, para que não atrapalhe o andamento do jogo.
“Acredito que a capacidade de corrigir uma decisão ruim em uma situação de alta alavancagem sem interferir no tempo do jogo porque ele é muito rápido é algo que devemos continuar buscando”, disse.
Além disso, o presidente do sindicato de atletas da MLB, Tony Clark, manifestou uma preocupação quanto à margem de erro do sistema eletrônico. Isto pois, tem uma zona de erro de até meia polegada. Segundo Clark os jogadores se preocupam com esta questão e afirmou que é necessário discutir a criação de uma “zona de segurança”.
“Ainda nem começamos a discutir a zona de strike em si, como ela será necessariamente medida e se há ou não ajustes que precisam ser feitos lá também. Portanto, ainda há muita discussão a ser feita, apesar de parecer mais inevitável do que improvável”, disse Clark.
O sistema eletrônico está nas Ligas Menores desde 2019 e serve como um teste para a MLB. Neste processo, cada um dos times recebe dois desafios por partida e um desafio bem-sucedido é mantido. Apenas catchers, rebatedores e arremessadores podem solicitar a revisão.
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