Contratado com status de estrela e como pedido da época, o volante colombiano Gustavo Cuéllar chegou ao Grêmio em janeiro deste ano, mas pode estar de saída apenas quatro meses depois. No CT Luiz Carvalho, em Porto Alegre, o clube gaúcho já admite nos bastidores que o jogador não correspondeu às expectativas, principalmente devido a problemas físicos recorrentes. A direção, logo, não descarta liberá-lo em caso de proposta na próxima janela de transferências.
A passagem de Cuéllar, até aqui, tem sido marcada mais por tratamentos do que por atuações. Após cinco anos jogando na Arábia Saudita, o colombiano voltou ao futebol brasileiro sem ritmo e, segundo fontes internas, fora de forma. A ideia era prepará-lo gradualmente, mas ele esteve em escalação apenas dez dias após sua apresentação, em uma precipitação que hoje pesa na balança da comissão técnica.
Desde então, Cuéllar sofreu duas lesões musculares. A mais recente, na coxa, exigiu tratamento com células-tronco, numa tentativa de acelerar a cicatrização. A previsão mais otimista é de que ele volte a ser relacionado no duelo contra o Corinthians, no dia 12 de junho, mas mesmo essa expectativa é tratada com cautela pelos médicos e pelo próprio clube.
O clube já admite, internamente, que aceitará uma proposta, caso apareça. Cuéllar, que chegou como referência de liderança, marcação e experiência, ainda não conseguiu entregar nada disso em campo.
Enquanto isso, Villasanti e Dodi assumiram a titularidade, com Ronald e o jovem Camilo completando as opções. Sente-se a ausência de um volante com imposição física, principalmente diante de confrontos mais intensos no Brasileirão. Caso a recuperação não avance de forma satisfatória, o Grêmio, por fim, deve ir ao mercado em busca de um substituto na próxima janela.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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