O lateral-direito Guga, do Fluminense, viveu uma noite digna de cinema no Maracanã, neste sábado (25), ao ser decisivo na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, pela rodada do Brasileirão. Escalado de última hora após o corte de Samuel Xavier, lesionado, o jogador deu uma assistência e marcou um golaço. O feito ganha contornos ainda mais simbólicos por acontecer diante do ex-treinador Fernando Diniz, que quase o fez deixar o clube por falta de oportunidades.
O roteiro era improvável: preterido por Diniz durante quase toda a passagem do técnico pelo clube, Guga viu sua estafe cogitar uma saída por falta de espaço. Mas o futebol é mestre em reviravoltas. Com Renato Gaúcho no comando, Guga tem recebido respaldo e liberdade para mostrar serviço.
Contra o Vasco, entrou em campo como solução improvisada e terminou como personagem principal. Quando o rival abriu o placar e o caldeirão tricolor esfriava, Guga foi o primeiro a comprar a briga — literalmente — ao confrontar Rayan, que provocava a torcida. A atitude incendiou as arquibancadas, e logo depois ele apareceu para dar o passe no gol contra de Vegetti, que empatou o duelo.
O golaço no segundo tempo, que selou a virada, coroou a atuação. Na saída de campo, o jogador celebrou com humildade e jogo de cintura:
“Está sendo uma disputa saudável com o Samuel, quem ganha é o Fluminense. Que a dor de cabeça seja do Renato. A gente se respeita muito e quer sempre o melhor para o grupo”, disse Guga.
Essa não foi a primeira vez que Guga aparece bem quando a pressão aperta. Desde sua chegada, então, brilhou justamente em partidas pesadas: estreou como titular contra o próprio Vasco em 2023, jogando na lateral esquerda, e foi decisivo na final do Carioca contra o Flamengo e nas semifinais da Libertadores diante do Internacional.
Contra o Vasco, o nome de Guga ecoou nas arquibancadas, algo que não acontecia desde a final da Libertadores em 2023.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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