No último domingo (18), no Maracanã, após o empate em 0 a 0 com o Botafogo pela 9ª rodada do Brasileirão, o técnico Filipe Luís não escondeu a frustração. A escalação do Flamengo vazou antes do jogo e, mais uma vez, a velha ferida do clube carioca voltou a abrir. Mesmo com as medidas de blindagem implementadas por José Boto, diretor de futebol recém-chegado, as informações sigilosas continuam a escapar dos muros do Ninho do Urubu, e a paciência do comandante parece ter esgotado.
“Não controlamos tudo. Às vezes, as escalações vazam. Não vinha vazando, mas não controlo quem pega o celular e manda mensagem. Isso é do futebol. Claro que me prejudica, é ruim que vaze a escalação, mas quem faz está indo contra o Flamengo. Que essa pessoa coloque a cabeça no travesseiro e não consiga dormir”, desabafou Filipe Luís na zona mista.
Desde que José Boto assumiu o cargo na nova gestão de Rodolfo Landim, as regras no centro de treinamento ficaram mais rígidas. Boto tentou “fechar a casinha”, a restringir acessos e controlar de perto os bastidores. Por algumas semanas, a estratégia surtiu efeito, visto que o entra-e-sai no CT diminuiu, e os segredos táticos passaram a ser mais bem guardados. Mas agora, os sinais de vazamento reacenderam o alerta vermelho na Gávea.
Enquanto tenta estancar as brechas, o Flamengo foca em resolver as pendências dentro de campo. Nesta quarta-feira (21), às 21h30 (de Brasília), o time recebe o Botafogo-PB no Maracanã, pelo jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil. Com a vantagem da vitória por 1 a 0 no jogo de ida, o rubro-negro pode até empatar que garante a vaga na próxima fase da competição.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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