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Flamengo opta por negociar individualmente direitos de transmissão pro exterior

Lívia Galvão

O Clube de Regatas do Flamengo anunciou recentemente sua decisão de não participar da negociação coletiva dos direitos de transmissão dos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro para o mercado internacional. Nesse sentido, o movimento, que surpreendeu a Liga do Futebol Brasileiro (Libra), marca mais um capítulo na postura autônoma do clube carioca, que busca maximizar sua projeção global. 

Conforme promessa de campanha do presidente Rodolfo Landim, ao optar por não se integrar ao bloco de 11 clubes que apoiam a negociação coletiva, o Flamengo almeja explorar o potencial da marca no exterior, o que inclui a comercialização dos direitos dos próprios jogos para mercados internacionais.

Reação da Libra e divergências internas

A postura do Flamengo gerou desconforto entre os demais membros da Libra, que veem com preocupação a decisão do clube de atuar isoladamente. A liga teme que essa atitude enfraqueça a força do grupo nas tratativas internacionais e possa, eventualmente, abrir caminho para outras equipes seguirem o mesmo exemplo, o que fragilizaria as negociações coletivas.

Por outro lado, o presidente Rodolfo Landim se mostrou insatisfeito com os termos do novo acordo coletivo. Segundo ele, estes não refletem o peso e a projeção internacional do Flamengo. Além disso, o clube foi o único grande time a registrar perdas financeiras significativas com o acordo, que chegam a R$ 100 milhões, conforme estimativas do próprio clube. Portanto, Landim usou essa situação como justificativa para buscar uma alternativa mais vantajosa ao modelo coletivo de comercialização dos direitos de transmissão.

“Estamos buscando uma forma de garantir que o Flamengo seja tratado conforme sua grandeza e seu potencial no cenário global. Não podemos nos contentar com acordos que não correspondem à nossa visibilidade e importância no futebol mundial”, afirmou Landim em comunicado oficial.

Histórico de resistência a acordos coletivos

Este não é o primeiro episódio em que o Flamengo se posiciona de forma distinta em relação às negociações em grupo. Em 2020, o clube foi um dos maiores opositores da venda conjunta dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Naquela ocasião, o Flamengo argumentou que deveria ter autonomia para negociar individualmente os direitos de suas partidas, devido ao apelo nacional e internacional do clube. 

O cenário atual exige maiores receitas internacionais e a estratégia de Landim visa minimizar o impacto financeiro negativo causado pelo modelo coletivo de comercialização. Nessa conjuntura, o Flamengo acredita que tem a capacidade de atrair maiores patrocinadores e parceiros internacionais. Isso justifica a tentativa de negociar seus direitos de forma isolada.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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