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Ramón Díaz defende atuação do Corinthians após classificação na Pré-Libertadores: “Isso é futebol”

Lívia Galvão

A vitória suada do Corinthians por 3 a 2 sobre o Universidad Central (VEN) garantiu a participação do clube brasileiro na terceira fase da pré-libertadores, mas também trouxe questionamentos sobre o desempenho da equipe. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Ramón Díaz rebateu as críticas e negou que o time passe vergonha na competição. O argentino ainda ressaltou a pressão do torneio continental e a evolução do elenco nos últimos meses.

Díaz minimiza expectativa de goleada e destaca dificuldade do torneio

O Corinthians encontrou dificuldades contra um adversário considerado tecnicamente inferior, o que gerou insatisfação por parte da torcida. O empate por 1 a 1 na Venezuela e o sufoco na Neo Química Arena geraram questionamentos sobre o desempenho da equipe. No entanto, Ramón Díaz fez questão de ressaltar a complexidade da competição.

“Essas partidas são diferentes, já falamos sobre isso antes. A pressão é muito maior e os adversários têm características distintas do que estamos acostumados no Brasil. Temos de agradecer à torcida pelo apoio. Mas se as pessoas achavam que venceríamos 3 ou 4 a 0, não! O futebol é muito diferente. […] Cometemos erros, sabemos disso. Mas vejo um time que se entrega, que interpreta bem o jogo. Precisamos melhorar defensivamente, mas assumimos os riscos necessários para vencer em casa. O importante era avançar.”, comentou.

Sem reforços, treinador valoriza elenco

Ramón Díaz também fez questão de lembrar o contexto que o Corinthians enfrenta na temporada. Sem grandes contatações e sob forte pressão, o time mostra evolução, segundo ele. “Não contratamos ninguém, mas temos um elenco muito bom. Precisamos corrigir algumas coisas, mas estamos no caminho certo. Os jogadores são os protagonistas do que estamos vivendo. O Corinthians mudou e vai seguir crescendo.”

Além disso, o técnico rebateu a narrativa de que o empate na Venezuela foi um vexame: “Vi que falaram muito sobre ‘vergonha’ pelo que jogamos lá. Isso é futebol. Os jogadores são seres humanos, sentem a pressão. Mas estão competindo em alto nível, e a torcida deve estar orgulhosa do que estamos conquistando.”

Apoio da torcida e próximos desafios

O argentino também elogiou a intensidade do time na partida de volta e destacou a importância da torcida na Neo Química Arena.

“Hoje vi um grupo que deu a vida pelo Corinthians. A torcida viu isso. Precisamos ter mais posse de bola, mais calma, mas o comprometimento dos jogadores foi total. A pressão da arquibancada faz parte, temos de saber lidar com isso”, completou.

Agora, o Corinthians volta a atenção para as duas decisões que tem pela frente. No domingo (3), enfrenta o Mirassol, em casa, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Depois, no dia 5 de março, viaja ao Equador para encarar o Barcelona de Guayaquil pelo primeiro jogo da terceira fase da pré-libertadores.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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