Mesmo com os 4 a 0 construídos no jogo de ida no Nilton Santos, o técnico Renato Paiva, do Botafogo, garantiu que o time não entrará em campo apenas para administrar a vantagem na partida contra o Capital-DF, nesta quinta-feira (23), às 19h, no Estádio Mané Garrincha, pela terceira fase da Copa do Brasil. Segundo o treinador, haverá mudanças pontuais na escalação por conta do desgaste físico de alguns atletas, mas a filosofia será a mesma.
“Óbvio que temos uma vantagem de 4 a 0, mas não aceito que a eliminatória esteja fechada, senão não iríamos. Vamos para ganhar”, declarou Paiva.
Com o elenco alvinegro sentindo os efeitos de um calendário sufocante, com duas partidas por semana há quase dois meses, Paiva confirmou que será necessário poupar alguns nomes-chave. Nesse sentido, atletas como Gregore, Marlon Freitas, Jair e Igor Jesus são os mais afetados pelo desgaste.
“Hoje o Gregore já sentiu algumas dificuldades, o Marlon também… São jogadores que têm dado tudo em campo e estão no limite. Temos que gerir isso com responsabilidade. É uma rotação responsável. Não se trata de desvalorizar o adversário, mas de cuidar do que temos de mais valioso: o elenco.”
Mesmo com essa abordagem mais cautelosa na escalação, o discurso do treinador é enfático ao reafirmar a postura ofensiva do Glorioso:
“Não vamos para defender resultado. Vamos com a responsabilidade do clube que somos, do escudo que defendemos, da torcida que representamos.”
A comissão técnica também já projeta o próximo desafio decisivo na Libertadores contra a Universidad de Chile, no Nilton Santos. A ideia é chegar com força total, sem perder o ritmo nem abrir mão da competitividade.
“Temos uma final em casa na semana que vem. Precisamos tentar recuperar jogadores lesionados. Mas o mais importante aqui é o Botafogo ganhar. Seja com titulares, reservas ou mescla, o espírito não muda.”
Apesar do clima de confiança, Paiva fez questão de reconhecer o Capital-DF como um adversário que merece respeito.
“Eles vão jogar em casa, diante da torcida. Vão tentar de tudo. É por isso que precisamos estar alertas. O futebol não perdoa quem entra em campo achando que o jogo já está ganho.”
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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