Renato Paiva, técnico do Botafogo, voltou a ser tema de debate após a vitória apertada sobre o Carabobo na Libertadores. Durante o programa da ESPN, o comentarista Breiller Pires comparou o estilo do treinador com os discursos adotados por Artur Jorge e Luís Castro, ex-comandantes que marcaram a SAF com um tom mais ambicioso. Segundo Breiller, a forma como Paiva se comunica pode influenciar negativamente o desempenho da equipe dentro de campo, algo que já estaria incomodando a torcida.
“O problema do Botafogo passa muito pela escolha da diretoria, que resolveu começar o ano em abril. O Textor disse isso claramente. Mas, por outro lado, tem nesse recorte de 12 jogos do Paiva uma postura que incomoda no Botafogo que, queira ou não, é o atual campeão brasileiro e da Libertadores. Então, o torcedor subiu seu sarrafo, o torcedor passou a ter um nível de exigência diferente. Contra o Carabobo, o Botafogo tratou como uma final, mobilização. O Paiva chega antes da partida e fala: ‘é uma final pra gente, é uma final pro Carabobo’”.
Breiller reconheceu que o respeito ao adversário é uma virtude. Entretanto, ponderou: “O que o Paiva tem de entender é o contexto em que ele está inserido, em que os técnicos vencedores que fizeram sucesso nesse Botafogo, versão SAF, como Luís Castro e principalmente Artur Jorge, tinham o discurso de colocar o Botafogo lá em cima”.
E foi além: “Ah, o Botafogo vai enfrentar o Palmeiras? Não. O Palmeiras vai enfrentar o Botafogo, vai ser difícil pra eles também. Então, o Paiva precisa se atentar a isso, porque o discurso, às vezes, soa derrotista. E eu sei que não é a intenção do Paiva, é de valorizar o adversário. Mas precisa olhar pra trás e perceber que a exigência do Botafogo mudou, e isso reflete também na postura do time”.
O próximo compromisso de Paiva será no domingo (11), às 18h30, contra o Internacional, no Estádio Nilton Santos, pela 8ª rodada do Brasileirão.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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