Nesta terça-feira (6), no Estádio Misael Delgado, em Valência, na Venezuela, o Botafogo venceu o Carabobo por 2 a 1, mas saiu de campo com um alerta do técnico Renato Paiva. Após o apito final, o português voltou a lamentar o velho problema que persegue o carioca em 2025: a dificuldade em transformar domínio em placar confortável. “Esse time cria chances, marca um gol e depois sofre para fechar o jogo ou fazer uma vantagem maior”, disparou.
Paiva não economizou nas palavras ao analisar a atuação alvinegra. Embora satisfeito com alguns momentos da equipe, o treinador reconheceu que o Botafogo apresentou uma performance irregular e deixou a vitória mais sofrida do que deveria. “Não foi um Botafogo completo nos 90 minutos. Houve momentos em que jogamos muito bem, momentos em que jogamos bem e outros em que não jogamos tão bem”, avaliou.
Durante a coletiva, o comandante alvinegro destacou o início de segundo tempo como ponto crítico da equipe, que perdeu o controle e viu o adversário ganhar campo. “Demos espaço para o Carabobo chegar com diagonais longas. Estávamos preparados para isso, mas acabamos por permitir cruzamentos e bolas paradas perto da nossa área, como acabou acontecendo. Dessa parte não gostei tanto”, confessou.
Apesar das críticas, o português também fez questão de reconhecer os méritos do time na primeira etapa. “Pressionamos bem, não deixando o adversário jogar, forçando a jogar mais largo. Os jogadores estavam bem posicionados em campo”, elogiou.
Para Paiva, o contexto da Libertadores também pesa. O treinador minimizou a ideia de que o Carabobo seria um adversário fraco e fez questão de valorizar o triunfo fora de casa. “Não tem mais jogo fácil na Libertadores, mesmo que as pessoas pensem que tem, não tem. O jogo fica aberto e fica mais complicado”, alertou.
Com a vitória, o Botafogo respira aliviado no torneio continental, mas segue com pendências a resolver. E Paiva sabe disso. “Claro que sempre há coisas a corrigir e é isso que vamos fazer”, concluiu.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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