A multa de R$ 1 milhão que John Textor, dono da Sociedade Autônoma do Futebol (SAF) do Botafogo, pagará ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a suas acusações de manipulação de resultados no futebol brasileiro será integralmente destinada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A destinação dos valores segue o que determina a Lei Pelé, que estabelece que a CBF deve financiar a Justiça Desportiva, uma vez que o STJD não possui personalidade jurídica própria. Segundo Luís Veríssimo, presidente do Tribunal, houve modificação dessa regra ao longo dos anos:
“Antes, era metade para a CBF e metade o STJD destinava para entidades beneficentes. Hoje, não se faz isso. A gente não tem como saber o que essas entidades beneficentes fazem com o dinheiro. Por isso, o dinheiro vai todo para a CBF, e ela tem como destinar.”
Apesar de confirmar o pagamento da multa, John Textor demonstrou insatisfação com a decisão e ironizou a situação. O empresário sugeriu que direcionassem o valor para a educação:
“Espero que usem bem o dinheiro. Meu relacionamento com o Tribunal é bom. Não sei para onde vai este dinheiro, espero que vá para um fundo escolar. Quem sabe alguém seja educado com esse dinheiro?”
Além disso, Textor voltou a reforçar sua tese sobre manipulação de resultados no Brasileirão e criticou a punição imposta pelo STJD:
“Acho que é um pouco irônico que eu precise pagar uma multa porque alguém diz que fiz falsas acusações que, no fim, provaram como verdades.”
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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