Neste domingo (11), às 17h30, na Arena MRV, em Belo Horizonte, o atacante Rony reencontra o Fluminense pela primeira vez desde a movimentada janela de transferências que quase o levou para o clube carioca. Hoje no Atlético-MG, o jogador vive um momento de retomada e se prepara para encarar, dentro de campo, o time com quem teve conversas nos bastidores, mas que acabaram sem resposta. O duelo promete mais do que três pontos: carrega um roteiro digno de novela e doses generosas de ressentimento.
A negociação entre Fluminense e Rony teve capítulos intensos. Em janeiro, o Tricolor ofereceu 8 milhões de euros (aproximadamente R$ 49,8 milhões) ao Palmeiras, clube detentor dos direitos do atleta. O valor seria parcelado, e o salário oferecido já era considerado elevado para os padrões das Laranjeiras. Ainda assim, Rony pediu cifras maiores e, sem entrar em acordo, nem chegou a responder formalmente à proposta. Diante do silêncio, o clube carioca se retirou das tratativas.
Para o Fluminense, Rony teria sido o jogador mais caro da história do clube. No entanto, o atacante acabou por escolher um novo destino. A proposta aceita foi do Atlético-MG: 6,5 milhões de euros (R$ 38,8 milhões), por 50% dos direitos. Athletico-PR e o próprio jogador detêm as outras partes do passe.
Um dos trunfos do Galo foi Cuca. O técnico ligou pessoalmente para Rony e convenceu o atacante de que ele seria peça-chave em seu esquema. Logo, o acolhimento pesou mais do que os números. Rony já era um velho desejo da diretoria atleticana, que tentou incluí-lo anteriormente na negociação envolvendo Paulinho com o Palmeiras, mas sem sucesso. A relação se fortaleceu após o frustrado acerto do atleta com o Al-Rayyan, do Catar, o que reacendeu o interesse do Galo.
Além do Fluminense, clubes como Santos, Vasco e Grêmio também tentaram a contratação, mas o atacante optou pelo clube mineiro. Após desgaste com o Palmeiras, marcado por declarações públicas da presidente Leila Pereira, que o considerava em “fim de ciclo”, Rony enxergou no Atlético-MG a oportunidade de recomeçar com respaldo e protagonismo.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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