Liga e NHLPA, que representa jogadores e ex-jogadores, devem estender o acerto por mais quatro anos
Gary Bettman, comissário da NHL, deu nesta quarta-feira (25) uma “grande atualização” sobre as reuniões do conselho gestor da liga e a NHLPA, o sindicato dos atletas. As duas partes discutem um novo acordo trabalhista que deve valer pelos próximos quatro anos. “O processo inteiro está sendo positivo. A nossa relação está em um ótimo momento. Eu e o Marty (Walsh, diretor executivo da organização) nos damos muito bem”, disse o dirigente.
O novo acordo entrará em vigor a partir da temporada 2026-27. Atualmente, liga e sindicato jogam sob termos firmados em 2013, em uma discussão que chegou a parar a temporada por cerca de seis meses. Após ser assinado, o acerto em questão foi renovado automaticamente em 2020. “Está chegando o momento em que vamos bater todos os pontos, apertar as mãos e só vai faltar as assinaturas do conselho gestor e dos representantes dos atletas”, afirmou Bettman.
As grandes novidades do novo acordo são o número de jogos da temporada regular, que deve saltar de 82 para 84 enquanto a pré-temporada será reduzida de seis para quatro, e o tempo máximo de contrato permitido em caso de renovação: sete anos. Atualmente, time e jogador podem acertar em até oito anos de extensão. Para agentes livres, o contrato máximo será de seis anos.
De acordo com o insider Frank Seravalli, do Daily Faceoff, o teto salarial, que será de US$ 95,5 milhões em 2025-26 saltará para US$ 104 milhões em 2026-27 e US$ 113 milhões em 2027-28 — reajustes anuais de US$ 9 milhões, algo que outro jornalista, Elliotte Friedman, tinha previsto e que Bettman chegou a negar.
Sindicato e liga também engendram estratégias para coibir o boost de elencos nos playoffs, quando o teto salarial não é mais válido. Algo recorrente em clubes postulantes à Stanley Cup é colocar jogadores caros na lista de lesões longas, condição que o tira momentaneamente da folha salarial. Assim, a equipe reforça o grupo com um atleta caro, que não poderia ser alocado em uma folha cheia, e o que estava machucado volta na pós-temporada, gerando assim um super-time que não seria possível em situações normais.
A prática é conhecida na NHL como “brecha na lista de lesionados.” O novo salary cap deve ter um mecanismo que estenda a limitação da folha salarial aos playoffs, acabando com o boost.
O comissário também falou, rapidamente, sobre a liberação de atletas para competições internacionais, como Jogos Olímpicos e Copa do Mundo, e sobre taxas de expansão, uma vez que a NHL planeja a inclusão de novos times na tabela. Sem dar maiores detalhes, o comissário comentou que as discussões têm dado foque a esses assuntos.
Sobre regras, não há nenhuma previsão de mudanças e o próprio Bettman sinalizou para que o conselho gestor vote desta forma. “O jogo está muito bem do jeito que está”, finalizou.
nhl Redator publicitário e quadrinista amador. Fanático por hóquei desde os anos 90, com mais da metade da vida dedicada a leituras e pesquisas sobre o assunto por puro hobby. Entusiasta de Nintendinho 8 bits, Master System e Super Nintendo, leitor do Capitão Marvel e Lanterna Verde, ouvinte de heavy metal e hardcore punk.
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