A edição inaugural da Copa do Mundo de Clubes no novo formato, marcada para acontecer nos Estados Unidos em 2025, levantou surpresas. Isso porque gigantes como Liverpool e Barcelona estão fora, enquanto equipes sem grande tradição internacional, como o RB Salzburg, da Áustria, carimbaram o passaporte. A explicação para esse cenário inusitado está em uma regra específica da FIFA: o limite de dois clubes por país, a menos que os demais tenham sido campeões continentais nos últimos quatro anos.
Enquanto torcedores se perguntam por que seus times favoritos não estarão na disputa, a resposta está no regulamento da FIFA. Países como a Inglaterra, que tiveram Chelsea e Manchester City campeões da Champions League recentemente, não puderam incluir outros times fortes do ranking, como o próprio Liverpool (atual campeão inglês) ou o RB Leipzig. O mesmo vale para a Espanha: o Real Madrid já garantiu vaga com dois títulos europeus no ciclo, e o Atlético de Madrid, melhor classificado no ranking da UEFA entre os remanescentes, deixou o Barcelona para trás por apenas dois pontos cruciais.
Quem se beneficiou? O RB Salzburg, 18º colocado no ranking da UEFA, ultrapassou Ajax, Milan, Sevilla e Napoli justamente porque clubes desses países já haviam atingido o limite de representantes. Em uma corrida silenciosa, o time austríaco somou pontos em campanhas modestas. Ademais, viu o Ajax, por exemplo sequer se classificar para a Champions na última temporada, e ficou fora por um ponto.
A cota por país também influenciou diretamente a presença de clubes como o Los Angeles FC. Este entrou como exceção para substituir o León, do México, impedido de participar por ter o mesmo dono que o Pachuca. Assim, os EUA terão três representantes na Copa: LAFC, Seattle Sounders e Inter Miami.
Por outro lado, o Brasil, por ter emplacado quatro campeões da Libertadores seguidos, garantiu uma presença robusta com Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo.
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soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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