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Thunder nas Finais da NBA: de Durant e Westbrook até Shai, como esse time foi montado

Gustavo Assef

Depois de Durant deixar a franquia em 2016 e de repetidos fracassos nos anos seguintes, o Thunder agora precisa de 4 vitórias para o título

No dia 23 de abril de 2019, Damian Lillard acertou um dos arremessos mais icônicos da história da NBA. Na ocasião, o então armador do Portland Trail Blazers acertou de muito longe para encerrar a série e a temporada do Oklahoma City Thunder. Assim, Lillard quebrou o “novo” Thunder, formado após Kevin Durant deixar a equipe em 2016, quando perdeu para o Golden State Warriors na final de Conferência.

Depois que Durant deixou um time de 55 vitórias e que ficou a uma de ir para as Finais, OKC cresceu com Russell Westbrook. Inclusive, foi na temporada 2016-17 que o armador venceu o MVP e teve uma temporada histórica, mas que acabou cedo e sem ajuda nos playoffs. Dessa forma, uma nova mudança no elenco e Carmelo Anthony e Paul George chegaram, mas novamente não obtiveram sucesso na pós-temporada.

Com isso, Carmelo saiu e o Thunder contou com um salto de produção de George, que teve o ano de sua carreira e terminou no top 3 para MVP e para defensor do ano. No entanto, novamente OKC perdeu no primeiro round dos playoffs e, com aquela bola de Lillard, o general manager Sam Presti decidiu que o time não chegaria tão longe, começando uma reconstrução.

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A reconstrução do Thunder

Na offseason que antecedeu a temporada de 2019-20, a franquia e Sam Presti optaram por trocar suas estrelas. Principalmente quando o Los Angeles Clippers ofereceu tudo e mais um pouco por Paul George. Assim, em apenas um movimento o Thunder praticamente “garantiu” seu futuro, pois recebeu dos Clippers Shai Gilgeous-Alexander, que na época havia acabado de finalizar sua temporada de calouro, onde mostrou flashs de um bom jogador, ainda longe de ser o MVP de hoje.

Além disso, o Thunder recebeu sete escolhas de primeira rodada, sendo que a primeira delas virou Jalen Williams. Ou seja, com apenas uma troca OKC conseguiu as duas peças centrais de um time que agora compete por título na NBA. Porém, Presti ainda trocou Westbrook por Chris Paul e algumas escolhas de Draft, que não resultaram em muita coisa. Com Chris Paul, Shai e coadjuvantes (incluindo Lu Dort), o Thunder foi novamente para a pós-temporada, mas novamente perdeu no primeiro round, para o Houston Rockets.

Foi aqui que o executivo deu um basta, piorou de vez o elenco e trocou o técnico Billy Donovan por Mark Daigneault. Assim, em 2020-21 o Thunder conseguiu apenas 22 vitórias e selecionou Josh Giddey no Draft. Na sequência, outra temporada ruim e 24 vitórias, a diferença foi que o Thunder agora teria a terceira escolha e a décima segunda (via Clippers). Foi aí, no Draft de 2022, que OKC pegou Chet Holmgren e Jalen Williams respectivamente. Inclusive, a equipe também pegou o pivô Jaylin Williams no segundo round, reserva do time atual.

Hora de competir

Após apenas três temporadas, o Thunder possuía um elenco completamente diferente e que poderia voltar a competir. Tanto que, mesmo sem Holmgren, que teve uma séria lesão no pé e não atuou a temporada toda, o Thunder venceu 40 partidas e disputou o Play-In. Já em 2023-24, o Thunder adicionou o rookie Cason Wallace e viu Chet jogar os 82 jogos, além de contar com saltos de seus principais jogadores jovens.

Dessa forma, a equipe venceu 57 jogos e foi o time mais jovem da história a liderar a Conferência Oeste ao final de uma temporada. Entretanto, era novamente hora do Thunder ser testado nos playoffs e, após oito anos, finalmente a franquia venceu uma série de playoffs. O problema é que a equipe ainda era pouco madura e acabou perdendo a segunda rodada para o Dallas Mavericks, que chegou até as Finais da NBA.

Assim, Josh Giddey, que foi mal nos playoffs, foi trocado por Alex Caruso. Além disso, o Thunder percebeu que precisava de outro pivô e contratou Isaiah Hartenstein, fechando o elenco para a temporada de 2024-25. Ao todo, OKC venceu 68 jogos na temporada regular, quebrando o recorde da franquia e se classificando novamente como o primeiro colocado do Oeste.

Na pós-temporada, varreu o Memphis Grizzlies e depois derrotou o Denver Nuggets em sete jogos, com uma partida histórica no jogo 7. Por fim, chegou a hora de voltar para a final do Oeste desde 2016, e o Thunder não tomou conhecimento do Minnesota Timberwolves.

Agora, a equipe espera o vencedor entre Indiana Pacers e New York Knicks para fazer sua primeira final de NBA desde 2012, quando perdeu para o Miami Heat. O jogo 1 será em OKC na próxima quinta-feira (5).

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Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.

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