Após a vitória por 3 a 1 sobre o Sport, neste sábado (12), em São Januário, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico do Vasco, Fábio Carille, falou sobre a possibilidade de voltar a poupar titulares nos próximos jogos do Cruzmaltino na sequência da tempora.
Durante a coletiva, o treinador justificou a estratégia de rodízio adotada na derrota para o Corinthians, quando escalou apenas três jogadores considerados titulares. A decisão gerou revolta entre os torcedores, mas, segundo o treinador, foi necessária para manter o elenco em boas condições físicas nas partidas seguintes. Além disso, ele adiantou que pode repetir a estratégia no próximo jogo, contra o Ceará, mas destacou que a decisão vai se baseará na condição dos jogadores.
“Um planejamento da minha cabeça, discutindo e conversando, o que foi feito contra o Corinthians. Se a gente vai com o grupo principal para o Corinthians, não ia estar inteiro na terça nem hoje. A gente está vendo todos os times mudando bastante e a gente vindo de altitude. Graças a Deus deu certo o que planejei. Se não tivesse dado, a responsabilidade seria minha”, disse.
“Vai ser de jogo a jogo. Amanhã os jogadores chegam sem condição de fazer nada, os que iniciaram. Os outros vão para o campo. Na segunda-feira a gente começa a ter uma ideia, quando o cansaço bate e a recuperação. Neste momento, não (definiu se vai poupar). Amanhã a gente começa a conversar e planejar o jogo do Ceará”, completou.
Carille também abordou a pressão histórica que os treinadores enfrentam no comando do Vasco e ressaltou a importância do apoio da torcida neste processo de reconstrução. Ele lembrou o alto número de trocas no cargo nos últimos anos e pediu paciência, destacando que o time tem mostrado evolução dentro de campo e que a sintonia com a arquibancada pode ser decisiva para a consolidação do trabalho.
“É resultado e a gente está fazendo por merecer em campo. De 2020 para cá, sabe quantos técnicos passaram pelo Vasco, entre técnicos e interinos? 23. Nenhum teve vida fácil. Muitas vezes não é o Carille, mas quem estiver ali. Tiveram um pouco mais de paciência mas tiveram problema, o Jorginho, que ficou dois meses. Sei da impaciência da torcida, entendo e respeito. Na hora que chegar aqui vou falar: ‘tem que nos ajudar’. Ou como cheguei hoje e agradeci e vou agradecer de novo: ‘muito obrigado, são muito importantes, fazem parte desta vitória e tem que ser todo jogo assim para que fiquemos mais fortes”, afirma.
O técnico também respondeu às críticas que tem recebido recentemente. Ao abordar o cenário, Carille apontou que a pressão sobre treinadores é algo recorrente no futebol brasileiro e não se restringe ao Vasco. Ele ressaltou que, mesmo diante das cobranças externas, confia no trabalho que está sendo feito e destacou o ambiente de união e profissionalismo no clube.
“Está meio que geral isso. Meio de semana, o Grêmio ganhou de dois a zero e teve problema lá, a gente está vendo problemas em todos os lugares. Importante é que a gente está cercado por pessoas que sabem o que a gente está fazendo. Fazemos reuniões todo dia. Dentro do nosso CT, não houve dúvidas. Sou muito claro. Na reunião com jogadores, entram várias pessoas que não são jogadores. Vamos ganhando confiança, eles ganham confiança na linha de trabalho. Faz tempo que o Vasco não tem conquista grande, quem sabe não vai ser conosco. Quietinho e a gente fazendo por merecer esse apoio”, afirmou.
O Vasco entra novamente em campo na próxima terça-feira (15), às 21h30, em São Januário, para enfrentar o Ceará pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
soccer Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com sólida atuação na cobertura esportiva mineira. Apaixonado por comunicação e pelo universo do esporte, possui experiência como comentarista, setorista, social media e redator, atuando tanto no futebol profissional quanto em clubes amadores. Entusiasta dedicado de tudo que envolve o jogo dentro das quatro linhas.
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