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Cuca banca Vitor Hugo e justifica contratação do zagueiro

Lívia Galvão

O Atlético-MG reforçou o sistema defensivo com a chegada de Vitor Hugo, zagueiro de 33 anos contratado por empréstimo junto ao Bahia. A decisão, embora questionada  pelo baixo número de jogos do atleta em 2024, teve defesa da diretoria e, principalmente, do técnico Cuca. Nesse sentido, o treinador foi  fundamental na negociação, visto que já que trabalhou com o defensor no Palmeiras e vê nele um jogador de confiança.

Apesar da influência de Cuca, a contratação passou pelo crivo do Centro de Informação do Galo (CIGA), que analisou dados físicos e de treinos do atleta antes de aprová-lo. A diretoria também considera a chegada de Vitor Hugo uma peça estratégica, já que o clube precisa de um zagueiro canhoto e planeja promover o jovem Renan, do sub-20, ao profissional em 2026.

Por que Cuca pediu Vitor Hugo?

A escolha do zagueiro tem uma explicação clara: Cuca já conhece o jogador, confia no profissionalismo e identifica uma atual lacuna no elenco. No momento, Junior Alonso é o único zagueiro canhoto da equipe, e o treinador quer uma opção para suprir possíveis ausências do paraguaio.

“Temos uma carência na defesa, principalmente pelo lado esquerdo. Daqui a pouco, perdemos o Alonso para a seleção. O Vitor Hugo chega para isso. Foram tentadas outras opções, mas o mercado está inflacionado. Nós temos um orçamento e estamos trabalhando dentro dele”, explicou Cuca, após a goleada sobre o Manaus, pela terceira fase da Copa do Brasil.

Além da questão técnica, o treinador também destacou o custo-benefício do reforço. “Ele é um jogador da minha confiança e vem com custo zero. É difícil encontrar um atleta responsável, bom e que se encaixe na nossa realidade financeira. Ele vai nos ajudar muito”, acrescentou.

Veja também: Confira os salários dos jogadores do Atlético-MG em 2025

Atlético justifica a contratação

Embora a influência de Cuca tenha sido determinante, a diretoria fez questão de ressaltar que a decisão passou por um processo criterioso de análise. Rodrigo Weber, gerente de mercado do clube, explicou que o Atlético teve acesso a dados do jogador no Bahia, o que inclui métricas físicas e de treinamentos.

“O CIGA fez uma avaliação completa antes de avançarmos na negociação. Recebemos relatórios do Bahia e constatamos que ele está em um nível competitivo. Além disso, a falta de sequência recente não é um padrão na carreira do Vitor Hugo. Ele tem histórico de regularidade e títulos”, afirmou Weber.

Outro fator levado em consideração foi o planejamento a longo prazo. O Atlético vê Renan, zagueiro do sub-20, como um jogador promissor e pretende integrá-lo ao time principal no início de 2026. Com isso, Vitor Hugo chega como uma solução temporária para dar mais opções à defesa.

Com a contratação, o Galo passa a ter seis nomes para a zaga: Junior Alonso, Lyanco, Igor Rabello, Rômulo, Iván Román e agora Vitor Hugo.

A trajetória de Vitor Hugo no futebol

Apesar de não ter grande sequência de jogos recentemente, Vitor Hugo construiu uma carreira sólida e vitoriosa. Revelado pelo Santo André em 2010, passou por Sport, Ituano e Ceará antes de se destacar no América-MG entre 2013 e 2014. No Coelho, disputou 73 jogos e marcou seis gols, o que chamou a atenção do Palmeiras.

No alviverde, foi peça-chave nas conquistas da Copa do Brasil (2015) e do Campeonato Brasileiro (2016). Em seguida, foi vendido para a Fiorentina, onde atuou em 55 partidas ao longo de duas temporadas. Retornou ao Palmeiras em 2019, mas sem repetir o mesmo sucesso, e deixou o clube após 30 jogos.

Na sequência, teve um período positivo no Trabzonspor, da Turquia, onde conquistou um Campeonato Turco e duas Supertaças. De volta ao Brasil, assinou com o Bahia em 2023 e atuou em 29 partidas. Entretanto, isto foi antes de ser emprestado ao Panathinaikos, da Grécia, onde jogou 10 partidas.

Sem espaço no clube baiano, porém, Vitor Hugo agora chega ao Atlético-MG com a missão de reforçar o setor defensivo e recuperar o ritmo de jogo.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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