Léo Jardim, goleiro titular e peça-chave do elenco do Vasco, voltou a entrar em rota de colisão com a diretoria do clube na tentativa de renovar o contrato. Em São Januário, nas últimas semanas de maio e início de junho, as conversas com o novo empresário, Paulo Pitombeira, travaram novamente. O motivo? A pedida salarial para estender o vínculo até 2030 ultrapassou o teto financeiro do clube, que já enfrenta incertezas econômicas e teme comprometer o orçamento até o fim de 2025. Com contrato atual válido apenas até dezembro, o arqueiro, logo, poderá assinar pré-contrato com outra equipe a partir de 1º de julho.
A diretoria do Cruz-Maltino colocou a bola no chão e fez uma oferta considerada robusta. R$ 800 mil mensais por cinco anos, ou seja, cifra que o colocaria entre os maiores salários do elenco. No entanto, o estafe de Léo Jardim subiu a régua e pediu praticamente o dobro. A comparação interna é com Pablo Vegetti, artilheiro e referência no ataque, que recebe menos do que o exigido pelo goleiro.
A situação, portanto, deixa os bastidores quentes. Segundo fontes ligadas ao clube, a proposta já chegou ao limite viável, dado o momento financeiro. Sem um investidor fechado até setembro, o Vasco se preocupa com o fluxo de caixa. Ademais, a folha salarial gira em torno de R$ 15,7 milhões por mês e há risco de desequilíbrio.
O sonho de representar a Seleção
Enquanto a renovação emperra, a bola segue rolando. Léo Jardim é titular absoluto e é decisivo nos jogos. Há, inclusive, quem acredite que seu desempenho possa render uma convocação para a Copa de 2026 com Carlo Ancelotti. A diretoria, por isso, usa esse trunfo como argumento emocional nas negociações, a apostar também na idolatria que o goleiro construiu com a torcida desde a chegada.
O CEO do clube, Carlos Amoedo, reforçou que a proposta teve base responsável e dentro da realidade: “Oferecemos uma proposta muito justa, que o coloca entre os mais bem pagos. Temos conversado diretamente com o jogador também. Esperamos resolver logo”.
Entretanto, o tempo joga contra. Caso nada mude nas próximas semanas, o Vasco corre o risco de ver o goleiro assinar com outro clube sem custos, o que resultaria numa saída pela porta dos fundos.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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