Pleito será realizado no dia 24 de março, na véspera do confronto entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou para o dia 24 de março a eleição presidencial que definirá quem estará à frente da instituição no próximo quadriênio. O atual mandatário, Ednaldo Rodrigues, aparece como o favorito ao pleito e, não obstante, existe grandes possibilidades de não haver concorrência, uma vez que Ronaldo Fenômeno retirou a candidatura na semana passada.
A data cai na véspera do clássico entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, que será disputado em Buenos Aires, na Argentina. No dia seguinte, a Assembleia Geral Eleitoral da CBF irá anunciar o novo presidente da entidade.
O edital para a eleição foi publicado no Jornal O Globo deste domingo. O anúncio traz a informação de que o prazo para a inscrição de chapas deve ser realizado em até cinco dias antes do pleito, ou seja, qualquer grupo de oposição tem até a próxima quarta-feira, dia 19 de março, para efetuar a candidatura. O favoritismo de Ednaldo Rodrigues não se limita ao calendário apertado somente.
As regras para inscrições de chapa ditam que é necessário ter o apoio formal de no mínimo quatro Federações estaduais e igual quantia de clubes, sem este quórum, qualquer inscrição é inviabilizada. Ednaldo Rodrigues ainda não efetivou a sua própria candidatura, porém, o atual presidente já possui um acordo com 23 das 27 Federações.
Após anunciar sua candidatura em dezembro do ano passado, Ronaldo Fenômeno desistiu de concorrer ao cargo e pôs fim ao desejo na última quarta-feira, dia 12 de março. Segundo o ex-jogador, uma das razões pela desistência deu-se exatamente pela falta de receptividade das Federações com uma chapa de oposição.
“Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião”, disse o comunicado do ex-jogador ao retirar a sua candidatura. Anteriormente, Ronaldo já havia dito que existia uma má vontade em torno dos mandatários e dirigentes acerca de discutir novos projetos. A atitude de desmarcar reuniões e evitar encontros com a oposição foi vista pelo Fenômeno como uma clara e óbvia manifestação de apoio a Ednaldo Rodrigues.