O São Paulo aproveitou o Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial para agir. O clube enviou um documento à FIFA e à Conmebol com sugestões de medidas mais rígidas para coibir o racismo no futebol. A ideia é simples: sem punições severas, a impunidade continua a alimentar o problema.
As propostas do São Paulo contra o racismo
Entre as principais propostas do Tricolor estão perda de pontos, sanções financeiras pesadas e até eliminação de competições em casos de reincidência. O clube paulista busca soluções que mostrem que o racismo não é uma simples infração administrativa e que casos de injúria racial passem a ter consequências reais dentro e fora de campo.
1) Racismo? Menos três pontos!
A sugestão do São Paulo é clara: se torcedores, dirigentes ou membros da comissão técnica de um clube cometerem atos racistas, o time deve perder automaticamente três pontos na competição. A única exceção seria se os responsáveis forem identificados e punidos criminalmente, o que reduziria a pena para um ponto.
2) Multa alta para doer no bolso
Atualmente, a maioria das sanções financeiras são pouco expressivas. Por isso, o Tricolor propõe um valor mínimo de multa de 500 mil dólares (cerca de R$ 2,8 milhões). Caso identifiquem e punam os culpados criminalmente, a quantia pode reduzir para 100 mil dólares.
3) Reincidência? Eliminação da competição!
Para casos de repetição, o clube defende uma punição verdadeiramente severa: a exclusão do torneio. A ideia é impedir que times que não coíbem a prática dentro das próprias estruturas continuem participando das competições.
4) Árbitros também devem ser responsabilizados
Se um árbitro não aplicar corretamente o protocolo de racismo da FIFA, ele também deve estar sob sanção, e a entidade responsável pela arbitragem deve levar multa. O São Paulo argumenta que não se pode mais tolerar que ignorem casos dentro de campo.
São Paulo pede mais transparência e um cadastro de infratores
Além das punições esportivas e financeiras, o clube sugere a criação de um banco de dados com os nomes de torcedores, atletas, dirigentes e membros de comissão técnica envolvidos em atos racistas. Nesse sentido, a intenção é garantir que monitorem reincidentes e que estes recebam sanções mais severas.
O Tricolor também pede que todos os processos disciplinares sejam públicos, para que as punições tenham um caráter pedagógico e preventivo. Logo, o SPFC deixa um recado claro: palavras não bastam e o clube quer medidas concretas e eficazes.
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