Pelo primeiro jogo da fase de grupos da Libertadores, o meia Oscar, do São Paulo, entrou em campo contra o Talleres, na Argentina, na última quinta-feira (03), mesmo após uma lesão muscular recente. A partida, disputada no Estádio Mario Kempes, viveu muita tensão. O Tricolor buscava reabilitação no torneio e o técnico Luis Zubeldía, recém-chegado e já pressionado, apostou alto no talento do camisa 8. No entanto, a ousadia teve um preço. Oscar voltou a sentir a coxa e foi substituído aos 20 minutos do segundo tempo.
Nos bastidores, a escolha por escalar Oscar mesmo sem estar 100% fisicamente foi tomada com cautela — mas também com um certo grau de desespero. Após ficar fora do jogo contra o Sport por conta da lesão na coxa, o meia apresentou melhora clínica. Entretanto, o tempo de recuperação ainda não era o ideal. Com liberação médica, aval do próprio jogador e o peso de uma partida chave para o São Paulo na temporada, Zubeldía montou uma estratégia que girava em torno da criatividade do camisa 8.
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Mas como em campo tudo pode mudar num piscar de olhos, Oscar voltou a sentir o músculo ainda no segundo tempo. A substituição precoce frustrou os planos do treinador e preocupou a comissão técnica, que agora aguarda novos exames para avaliar a gravidade da lesão.
A entrada de Oscar simbolizou uma cartada alta de Zubeldía, que via no meia o diferencial técnico necessário para furar a retranca do Talleres. A tentativa, porém, virou dor de cabeça. Sem ritmo, Oscar até tentou distribuir o jogo, mas pouco pôde fazer antes de deixar o campo, mancando e cabisbaixo.
A torcida ainda sonha em ver o camisa 8 deslanchando com a camisa tricolor. Agora, segura a respiração à espera de um diagnóstico mais preciso. Para um clube que aposta alto na Libertadores, perder o principal articulador logo no início da caminhada é como tomar um gol nos acréscimos: doloroso e, quem sabe, evitável.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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