O Santos apresentou uma defesa na justiça contra a cobrança de uma agência de viagens e turismo de São Paulo, que exige o pagamento de aluguéis atrasados e multas referentes a um carro supostamente disponibilizado ao atacante Yeferson Soteldo em 2022. A empresa alega que o clube alugou o veículo para facilitar o deslocamento do atleta, mas o peixe rebate e afirma desconhecer qualquer obrigação contratual.
A disputa teve início em janeiro deste ano, quando a agência de viagens e turismo de São Paulo acionou o Santos na 8ª Vara Cível de Santos, ao alegar que o clube alugou uma Tucson GLS 1.6 para o jogador em 2022. O acordo previa que o carro teria devolução assim que Soteldo deixasse o peixe. Porém, isto não aconteceu quando houve empréstimo do venezuelano ao Grêmio em 2023.
Sem conseguir recuperar o veículo, a agência cogitou até solicitar um pedido de busca e apreensão às autoridades. Segundo a ação, somente após várias tentativas e negociações por e-mail, o advogado do jogador devolveu o carro em 17 de abril de 2024. No entanto, as multas contratuais, locações em atraso e infrações de trânsito não pagas acumularam um débito significativo.
A empresa cobra do Santos um total de R$ 47.050,91, valor que inclui os aluguéis vencidos e as multas geradas enquanto o carro esteve sob posse de Soteldo. A agência afirma que tentou resolver a situação extrajudicialmente, mas diante da falta de pagamento, não viu outra alternativa além de acionar a Justiça para obter a quitação da dívida.
Na defesa apresentada, o Santos, representado pelo advogado Daniel Curi, refutou qualquer responsabilidade sobre o caso. O clube argumenta que não há documentos que comprovem a obrigação do clube de arcar com os custos do veículo e questiona a validade dos e-mails citados pela agência.
“O Santos não contratou aluguel de carro, ao contrário do que foi alegado na inicial, e desconhece os e-mails mencionados. Até porque, bem analisados, não se verifica o necessário estribo contratual”, sustentou a defesa.
Por fim, o clube reforçou a posição de que não tem qualquer dívida com a empresa. “Nada contratou e, portanto, nada deve”, concluiu a defesa do Peixe. O caso segue em tramitação na Justiça.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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