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Santos ouve “não” de técnicos renomados: por que rivais ainda seduzem mais?

Lívia Galvão

O Santos, que busca um novo comandante para reerguer o time após um início de temporada turbulento, vem a colecionar negativas de nomes de peso. Em São Paulo, nos últimos dias, o clube procurou ao menos quatro treinadores: Dorival Júnior, Tite, Jorge Sampaoli e Luis Castro. Porém, esbarrou em recusas que escancararam um cenário delicado, onde o Peixe não é hoje o destino mais atrativo do futebol brasileiro, mesmo com a promessa de um possível retorno de Neymar.

Técnicos recusam o Santos e buscam clubes com maior protagonismo

Segundo apurou reportagem do UOL, Dorival e Tite chegaram a conversar com representantes santistas, mas não levaram as negociações adiante. Curiosamente, ambos aceitaram abrir diálogo com o Corinthians, que vive momento igualmente instável, mas oferece, segundo fontes internas, “maior potencial de protagonismo em 2025”.

Dorival Júnior justificou a recusa a dizer que ainda precisa processar a saída da Seleção Brasileira e não quer assumir um clube imediatamente. Já Tite, por outro lado, revelou a intenção de comandar uma equipe fora do país, com negociações avançadas no mundo árabe. Nesse sentido, ambos se disseram honrados pelo interesse do Peixe, mas deixaram claro que, no momento, a Vila Belmiro não é prioridade em seus planos.

Sampaoli, que teve breve passagem pelo clube, avaliou o elenco atual como desequilibrado e demonstrou preocupação com o pouco tempo de trabalho até a abertura da janela. Já Luis Castro foi direto ao dizer que não pretende mais trabalhar no Brasil.

Com a lista de recusas aumentando, o Santos estuda efetivar César Sampaio, atual auxiliar, mas a derrota por 2 a 1 no clássico contra o São Paulo jogou um balde de água fria nessa possibilidade. Fernando Diniz chegou a ser citado nos bastidores, mas também não demonstrou empolgação. Internamente, o nome divide opiniões e, ao que tudo indica, não deve receber proposta formal.

A crise no banco de reservas expõe um problema maior: o desafio de reconstruir a imagem e a competitividade de um clube com rica história, mas que vive dias de incertezas. O Santos, ao que tudo indica, ainda vai precisar driblar muito mais do que apenas as quatro linhas.

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Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.

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