Nesta terça-feira, o Santos apresentou oficialmente o atacante Rony no CT Rei Pelé. Recém-contratado pelo clube, o jogador, que já fez sua estreia com a camisa alvinegra no último fim de semana, na derrota para o São Paulo, explicou que aceitou o desafio de defender o Santos justamente pelo peso da camisa e pelo projeto apresentado pela diretoria.
“Só de vestir a camisa você sente o peso que ela carrega. É um clube de muita tradição mundial. Aceitei o projeto porque gosto de competir e de fazer história. Isso requer um pouco de tempo, mas tenho certeza de que será um ano abençoado para nós”, afirmou.
“Jogar com o Neymar é honra e privilégio”, diz Rony
Durante a entrevista coletiva de apresentação, o atacante também não escondeu o entusiasmo com a possibilidade de dividir o campo com Neymar, que está próximo de retornar após se recuperar de uma artroscopia no joelho esquerdo.
A estreia conjunta pode acontecer já nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, caso o camisa 10 seja relacionado e o técnico opte por utilizá-los juntos.
“Se o professor me colocar para jogar com o Neymar, que honra. Que honra e privilégio em jogar ao lado dele. Um cara sensacional. Só de estar ao lado dele você consegue ter alegria para jogar, pensar coisas que você não pensaria. A forma como ele conduz a bola, como ele vai te achar num passe. Se isso acontecer, eu não vou nem dormir”, afirmou.
Negociação e escolha pelo Santos
Rony comentou sobre as especulações envolvendo outros clubes, sobretudo o Corinthians, que chegou a encaminhar a sua contratação. Apesar disso, o atacante revelou que as conversas com o Santos já vinham acontecendo desde dezembro.
“O projeto foi muito bem apresentado. Vi que o interesse era grande, inclusive com o Mattos indo conversar com meu pai. As coisas aconteceram naturalmente. É um clube que acreditou no meu trabalho e espero retribuir com raça, determinação e luta”, concluiu.
Clássico como oportunidade de virada de chave
O Santos foi derrotado pelo São Paulo por 2 a 0 no último sábado (31) pelo Campeonato Paulista e ficou em situação preocupante no Estadual. Agora, as equipes voltam a se enfrentar, dessa vez pelo Brasileirão. Para Rony, a partida e vista crucial para mudar o ambiente no clube após um início de temporada marcado por pressão e críticas da torcida.
“Clássico não se joga, se ganha. Nosso pensamento é vencer, independente se jogar bem ou mal. Precisamos vencer, somar pontos e virar a chavinha. Será uma virada de chave para que os torcedores possam acreditar em nós e ver que estamos empenhados para mudar a situação”, disse o atacante.
Por fim, apesar da situação complicada, o jogador ressaltou que a responsabilidade pela reação do Santos passa diretamente pela postura dos jogadores dentro de campo.
“No fim de semana não tivemos um bom resultado. Um clássico e perder da forma como foi, foi difícil. Um baque para nós e para os torcedores. Temos que mudar a postura, a forma de competir, de lutar na partida. Temos que nos unir mais ainda”, comentou.
Carreira, títulos e números recentes
Revelado pelo Remo, Rony construiu sua carreira passando por clubes como Cruzeiro, Náutico, Albirex Niigata, do Japão, e Athletico Paranaense. O auge veio no Palmeiras, onde teve as melhores atuações da carreira e conquistou títulos de grande expressão.
Em 2025, o atacante foi contratado pelo Atlético-MG, mas não conseguiu repetir o mesmo desempenho. Pelo clube mineiro, disputou 65 partidas, marcou 14 gols e deu seis assistências. Apesar dos números modestos, fez parte do elenco campeão do Campeonato Mineiro.
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