Na última quarta-feira (28), no estádio municipal Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, o pai de Neymar, que também gerencia a carreira do craque, falou pela primeira vez sobre a possível renovação de contrato do camisa 10 com o Santos. Após a derrota por 3 a 1 em amistoso contra o RB Leipzig, o empresário levantou dúvidas sobre a capacidade do clube de bancar a continuidade do atacante, cujo vínculo se encerra em 30 de junho. Segundo ele, apesar da felicidade pela volta, a renovação ainda não teve discussão por depender de vários fatores estruturais e financeiros.
Com discurso firme e direto, o pai do craque destacou que toda a responsabilidade do atual contrato, curto e arriscado, foi assumida pela família, e não pelo clube. “Nós não jogamos a bomba no colo do Santos. O risco ficou todo com o Neymar. E se ele não se recuperasse? Fizemos isso para ajudar o clube em um momento difícil”, ressaltou.
Além disso, o empresário pontuou que a presença do jogador no Peixe trouxe visibilidade, patrocinadores e receita, aliviando o impacto financeiro. Apesar disso, questionou se o clube tem mesmo condições de manter o astro no elenco. “O Santos vai querer renovar? Tem condição de continuar com o Neymar até o fim?”, disparou.
Hoje, Neymar recebe R$ 4,1 milhões por mês em salários e, por meio da NR Sports, embolsa 75% dos contratos publicitários firmados desde sua chegada. A soma dos valores pode ultrapassar R$ 105 milhões em cinco meses. A conta pesa, e o empresário lembrou que, mesmo assim, não houve ônus para o clube: “A gente trouxe receita, não custo”.
Neymar, porém, ainda fará mais dois jogos antes do fim do contrato. Ademais, avisou que só tomará uma decisão após o dia 12 de junho, última partida antes da pausa para o Mundial de Clubes. O pai reforçou que o atacante ainda tem mercado caso deseje mudar de ares, e que a próxima jogada não depende apenas da vontade da família.
soccer Jornalista em formação diretamente de Niterói-RJ. Busca juntar o que mais ama: comunicação e esporte. É grande torcedora do Fluminense e da McLaren, além de apaixonada por futebol nacional desde pequena. Encantou-se com diversas categorias do automobilismo e, hoje, não sabe viver sem os roncos dos carros. Uma grande entusiasta do multilinguismo e viajante pelo mundo.
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