Análise e odds da NBA Finals entre San Antonio Spurs e New York Knicks
Depois de dois jogos em Nova York, a NBA Finals de 2026 volta para o Texas no jogo 5 entre San Antonio Spurs e New York Knicks. Nas quatro partidas até aqui, o equilíbrio prevaleceu dentro dos jogos, mas o resultado final de cada uma das partidas é mais favorável aos Knicks, que possuem a vantagem de 3 a 1 na série. Além de vencer o último jogo em casa, a equipe de Jalen Brunson e companhia venceu também os dois jogos disputados em San Antonio e agora é ampla favorita para o título.
Porém, apesar do placar geral da série e da virada histórica no último jogo, se engana quem pensa que os Spurs não têm chance de vencer. A missão de virar um 1-3 na NBA Finals já foi realizada uma vez, há dez anos atrás quando o Cleveland Cavaliers venceu três seguidas e conquistou o título contra o Golden State Warriors.
Além disso, os quatro jogos da série entre Spurs e Knicks foram parelhos: é a primeira vez em 15 anos que as quatro primeiras partidas de uma NBA Finals terminam com uma diferença no placar de no máximo dez pontos. Mais do que isso, em todas elas o jogo ainda era muito competitivo entrando nos dois minutos finais, com as duas equipes se vendo em posição de sair com a vitória.
Dessa forma, confira as odds atualizadas da *Superbet para o título da NBA e quais as reais chances dos Spurs levarem o título.
*Odds atualizadas em 12/06/2026 às 11h35
Odds para o título de acordo com a Superbet
| New York Knicks | Odd: 1.20 |
| San Antonio Spurs | Odd: 4.50 |
Com o 3 a 1 no placar e ainda um jogo em casa, a equipe de Nova York é ampla favorita para vencer a série. Entretanto, existe um caminho para os Spurs se alguns ajustes acontecerem.
“Nós sentimos que nós decidimos o resultado de todos os quatro jogos”, disse Mitch Johnson após a derrota no jogo 4.
Apesar da fala ser um tanto autocentrada, o head coach dos Spurs tem certa razão. Isso porque nas três derrotas que tiveram até aqui na série, sua equipe abriu vantagem ao longo da partida e possuiu uma chance real de vencer nos minutos ou jogadas finais. No jogo 1, em casa, San Antonio abriu 14 pontos de vantagem e tinha a liderança entrando nos dois minutos finais. No jogo 2, também em casa, a equipe conseguiu 12 pontos de vantagem e teve três chances de vencer a partida nas jogadas finais, mas Victor Wembanyama errou dois arremessos e cometeu um turnover crucial.
Por fim, no jogo 4, agora fora de casa, abriu 29 pontos de vantagem no terceiro quarto e também teve o arremesso final para vencer, mas ficou mais uma vez no quase.
O “se” não entra em quadra, mas caso os Spurs tivessem sido mais cuidadosos nos momentos cruciais de pelo menos uma dessas partidas, a série podia ter um cenário bastante diferente nesse momento. De qualquer forma, a missão agora é vencer três partidas consecutivas e, para isso, alguns ajustes precisarão acontecer. A chance é real, possível, mas o caminho será muito difícil e a grande probabilidade é que os Knicks, que são a equipe mais consistente até aqui, finalizem a série já nos próximos dois jogos.
O primeiro, e mais óbvio, é segurar as vantagens criadas ao longo das partidas e isso passa muito pelo desempenho nos segundos tempos das partidas. Até aqui nos quatro jogos, os Spurs tem um aproveitamento de apenas 36% nos arremessos tentados ao longo do terceiro e do quarto período, que cai para 24,2% nas bolas de três pontos. Além disso, em comparação com os primeiros tempos, têm menos assistências e mais turnovers. Com isso, o saldo na segunda metade das partidas é de -7,8 pontos, enquanto o saldo na primeira metade é de +5,8 pontos.
Isso passa pelos jogadores e também muito pela comissão técnica, que tem feito um trabalho ruim com os timeouts, uma arma muito valiosa para para o momento adversário e corrigir rotas.
Outro ponto que chama atenção são os arremessos de Victor Wembanyama. No jogo 3, o pivô dos Spurs dominou a partida com 24 de seus 32 pontos vindo dentro do garrafão ou na linha do lance livre. Inclusive, nessa partida ele teve um aproveitamento geral nos arremessos de 61,1% e ajudou os Spurs a anotarem 115 pontos. Por outro lado, nas três derrotas ao longo da série conseguiu apenas 18,3 pontos no garrafão e no lance livre, com seu aproveitamento caindo para 38,8% nos arremessos e sua equipe conseguiu, consequentemente, uma média de apenas 101,7 pontos.
Ou seja, quando Wemby consegue jogar perto da cesta é muito mais letal e melhora muito o ataque de seu time. Na única vitória foi assim e isso ajudou inclusive nos momentos mais tensos do jogo, uma vez que não ficou tentando bolas de três pontos e conseguiu parar mais o jogo com lances livres e cestas mais fáceis.
Por fim, o principal ajuste defensivo precisa ser: simplificar o esquema e não entrar em rotação. Ao longo da série, os Spurs têm revezado o estilo de marcação do Wemby. Hora o pivô marca Karl-Anthony Towns, hora marca Josh Hart. Porém, o ótimo ataque dos Knicks utiliza a estratégia de chamar o jogador que está sendo marcado por Wemby para a screen, tirando o pivô adversário de perto do aro. Por conta disso, os Spurs entram em rotação para manter Wembanyama perto do garrafão e outro jogador vai defender a screen.
O problema disso é que as rotações não estão acontecendo com a velocidade necessária e os Knicks conseguem encontrar um arremessador livre em grande parte das jogadas. Com isso, parece que os Spurs estão sempre correndo atrás e chegando atrasados na jogada. Dessa forma, apenas aceitar que Wemby vá defender longe da cesta e obrigar que Jalen Brunson e os demais jogadores acertem arremessos no um contra um parece uma estratégia mais correta para o jogo 5. Isso porque o elenco de Nova York é repleto de bons arremessadores, mas não possui tantas peças em ótimo nível para criar a própria jogada e o próprio arremesso. Forçar essas situações seria menos pior do que permitir arremessos livres ou semi-livres.
nba Jornalista em formação, apaixonado por música e por esportes, principalmente os americanos. Torcedor do Boston Celtics, do Boston Red Sox e fanático pelo Pittsburgh Steelers. No futebol, sofre pelo São Paulo.
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