O volante Casemiro concedeu entrevista coletiva neste domingo (8), no CT Joaquim Grava, em São Paulo, marcando seu retorno à Seleção Brasileira após um ano e meio de ausência. Titular na estreia contra o Equador, o jogador do Manchester United destacou a importância do momento em sua carreira e comentou sobre sua relação com o técnico Carlo Ancelotti, com quem já havia trabalhado no Real Madrid.
“Sem dúvida, pra mim foi um dos anos mais importantes da minha carreira. Até mesmo por escolha do treinador, você acaba estando de fora, mas eu nunca deixei de trabalhar, e esse é o meu grande êxito. É um dos anos mais importantes, ou o mais. Claro que todo mundo quer falar de títulos, grandes jogos e vitórias, mas, a partir do momento em que você não joga, você consegue mudar a opinião de um treinador que não me colocava para jogar. E aí você acaba voltando e recebendo muitos elogios do técnico, que praticamente não contava comigo. Foi um dos anos de mais resiliência que eu tive na minha carreira. Foi um ano feliz e vencedor. Voltar para a Seleção me deixa feliz, não só por conhecer o treinador, mas por voltar com o bom futebol, que é o mais importante. Não estou aqui por já conhecê-lo, mas por merecimento, assim como todos os jogadores.”, afirmou o camisa 5.
Casemiro também celebrou reencontrar um velho conhecido na Seleção. O volante fez questão de ressaltar o lado humano do técnico italiano, que agora comanda a equipe brasileira.
“Tive a felicidade de ter trabalhado nas duas passagens dele no Real. Um dos melhores pontos dele é o lado humano, a relação com os atletas, a proximidade. Não está sendo nada diferente. Uma pessoa muito humilde, o lado humano dele é uma das coisas mais importantes que todos ressaltam. O que ele fez pelo futebol…vamos passar dias falando. O lado humano é o que mais me surpreende todos os dias”, disse.
O jogador também revelou, em tom bem-humorado, que Ancelotti participou do tradicional trote dos estreantes na Seleção e cantou uma música italiana. “Ele não é um bom cantor, mas entrou no clima”, brincou.
Por fim, após o empate sem gols com o Equador na estreia de Ancelotti, o volante destacou que a Seleção já mostrou evolução defensiva. Apesar disso, o jogador reconheceu que o time precisa melhorar no ataque.
“A característica do Brasil é ofensiva. A defesa foi um ponto positivo, mas precisamos buscar mais efetividade na frente. O jogo contra o Paraguai será de equilíbrio mental, posse de bola e paciência”, avaliou.
Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição na tabela, com 22 pontos, atrás de Argentina, Equador e o Paraguai, seu próximo adversário. Portanto, para garantir uma vaga no próximo Mundial, a Seleção precisa terminar entre os seis primeiros colocados.
soccer Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte, com sólida atuação na cobertura esportiva mineira. Apaixonado por comunicação e pelo universo do esporte, possui experiência como comentarista, setorista, social media e redator, atuando tanto no futebol profissional quanto em clubes amadores. Entusiasta dedicado de tudo que envolve o jogo dentro das quatro linhas.
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