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Patrick Kane sobre jogar nas Olimpíadas: ‘Seria a cereja do bolo’

Laura Rufino

Veterano fez parte do time EUA em 2010 e 2014

O atacante Patrick Kane vai começar sua 19ª temporada na NHL e, apesar de diversas conquistas na liga, existe um troféu que ele sempre sonhou em levantar: a de campeão do mundo. Kane deixou esse desejo claro nesta terça-feira (26), durante o camp de orientação olímpica da equipe masculina dos Estados Unidos.

“A única coisa que está faltando é um ouro no best-on-best, certo?”, disse Kane. “Seria divertido ter essa oportunidade”.

Kane tem três Stanley Cups com o Chicago Blackhawks, um título de artilheiro, um MVP de temporada regular e um MVP dos playoffs.

Selecionado pelos Blackhawks como a primeira escolha geral no Draft de 2007 da NHL, o atacante possui um histórico de 1.343 pontos (492 gols e 851 assistências) em 1.302 jogos. Em 2024-25, Kane fez 21 gols e 38 assistências, totalizando 59 pontos em 72 partidas.

Vários jogadores admitiram torcer para que Kane entre para o time. “Acho que todo mundo aqui é fã de Patrick Kane”, disse o capitão do Detroit Red Wings, Dylan Larkin. “Muitos dos mais jovens, inclusive eu. Todos nós o admirávamos, todos queríamos ser Patrick Kane. Ele é muito importante para o nosso esporte, especialmente para o hóquei dos EUA”.

É evidente que o atacante de 36 anos quer muito estar na lista dos Estados Unidos para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Mas ele não quer chegar lá por quem ele foi e sim por quem ele ainda é.

“Eu não quero que isso aconteça, onde você é selecionado para o time por causa de tudo isso”, comentou Kane. “Você quer ser selecionado pelo jogador que você é agora e pelo que você pode trazer para o time agora”.

Kane representou os Estados Unidos em três torneios best-on-best: as Olimpíadas de 2010 em Vancouver, quando a seleção conquistou a prata, as Olimpíadas de 2014 em Sochi e na Copa do Mundo de Hóquei de 2016 em Toronto.

Kane e a não convocação para o 4 Nations

Apesar de momentos bons com os Estados Unidos, o veterano não foi convocado para representar seu país no 4 Nations Face-Off. A competição marcou o primeiro torneio no estilo best-on-best desde a Copa do Mundo de 2016. Ele assistiu a final, uma derrota dos Estados Unidos para o Canadá por 3 a 2 pela televisão em Cabo San Lucas, México.

A escalação do Time EUA foi anunciado em 4 de dezembro e, no momento, Kane tinha apenas dez pontos (três gols e sete assistências) em 20 jogos pelos Red Wings. O general manager dos EUA, Bill Guerin, que também é GM do Minnesota Wild, viajou até Detroit para informá-lo pessoalmente, após um jogo. Além disso, em 31 de dezembro, o então head coach do Pittsburgh Penguins Mike Sullivan, o chamou para conversar após uma partida entre os dois times.

“Isso meio que incomoda ainda mais, né?”, disse Kane, sorrindo. “Vocês estão tendo uma conversa. Mas depois, você aprecia o gesto e entende de onde eles vêm. É bom conversar com eles e ter esse entendimento”.

“Eu, realmente, não esperava uma convocação do jeito que eu estava jogando, com tantos bons jogadores estadunidenses. Definitivamente, não quero que isso aconteça de novo, onde eu esteja em uma situação em que não esteja jogando tão bem e seja deixado de lado por causa disso, né?”

“Se você está jogando bem e outro também está jogando bem, e eles contratam outro, bem, sabe, que assim seja. Eu dei o meu melhor e fiz tudo o que pude para tentar entrar na seleção. Fiquei feliz por ter terminado bem no ano passado e talvez tenha voltado a ser discutido novamente, mas vamos ver”.

Kane tem esperança de levar o ouro com os EUA

A seleção dos EUA tem até o início de janeiro para enviar sua escalação para Milão-Cortina. As Olimpíadas permitem escalações de 25 jogadores, em comparação com os 23 previstos para o 4 Nations. Kane e o defensor Ryan McDonough são os únicos remanescentes da equipe olímpica de 2014 que foram convidados para o camp desta semana.

Os Estados Unidos não conquistam o ouro olímpico masculino desde a famosa equipe “Miracle on Ice” de 1980.

“Estive em acampamentos de orientação em 2010 e 2014 e a mensagem que todos trazem sobre o time de 1980 e quanto tempo faz que isso aconteceu era a mesma”, disse Kane. “Então, as expectativas são só essas: o ouro e a tentativa de superar o Canadá”.

Enquanto ele espera, Kane tem a tarefa de ajudar os Red Wings a quebrar a seca de nove anos nos playoffs, a mais longa da história da franquia. O estadunidense renovou um contrato de um ano com os Red Wings nesta off-season, onde receberá US$ 3 milhões em salário-base e até US$ 4 milhões em bônus adicionais.

“Pode ser um ótimo ano se eu começar bem”, disse Kane. “E se eu conseguir fazer parte da equipe olímpica dos EUA, isso, realmente, seria a cereja do bolo”.

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Jornalista paulistana, que mora em Brasília, apaixonada por esportes americanos. Corinthians desde o berço, também sofro pelo Boston Bruins, Miami Heat e San Francisco 49ers.

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