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Com Zdeno Chara, Hall da Fama anuncia Classe de 2025

Thiago Leal

Além de ex-capitão dos Bruins, Alexander Mogilny, Joe Thornton, Duncan Keith e Jennifer Botterill estão entre nomes imortalizados

Os oito nomes imortalizados no Hall da Fama do Hóquei no Gelo foram divulgados nesta terça-feira (24). A lista contempla quatro jogadores ex-NHL: Zdeno Chara, Duncan Keith, Joe Thornton e Alexander Mogilny. Juntam-se a eles as jogadoras Jennifer Botterill e Brianna Decker, a treinadora Daniele Sauvageau e o técnico universitário Jack Parker. A cerimônia formal acontecerá em 10 de novembro, em Toronto.

As classes do Hall da Fama são eleitas anualmente, escolhidas por um comitê de 18 votantes que inclui ex-jogadores, dirigentes e jornalistas apontados pelo conselho gestor. Jogadores e jogadoras se tornam elegíveis três temporadas após a aposentadoria. Membros da categoria builders, que inclui os trabalhos de comissão técnica, gestores, donos de equipe, não precisam, necessariamente, estar aposentados. Eventualmente, ex-árbitros também são indicados.

Para seres imortalizados, os nomes precisam ter pelo menos 75% dos votos do colegiado.

Os imortalizados da classe de 2025

Três nomes da classe de 2025 estavam em seu primeiro ano de elegibilidade: Chara, Thornton e Keith. Ex-capitão do Boston Bruins, Chara teve carreira longeva da NHL, de 1997 a 2022, com passagens também por New York Islanders, Ottawa Senators e Washington Capitals. Ele venceu a Stanley Cup com os Bruins em 2011. “Zee é um grande ser humano em todos os sentidos, não apenas em altura e em habilidade. Também em força e no respeito que ele inspira”, disse Jaremy Jacobs, proprietário da franquia.

Já a indicação de Mogilny encerra uma antiga brincadeira entre fãs do esporte e jornalistas. O russo jogou profissionalmente de 1986 a 2006, com passagens por Boston Bruins, Vancouver Canucks, Toronto Maple Leafs e New Jersey Devils, time com o qual foi campeão em 2000. Sua importância, no entanto, vai muito além: em 1989, ele se tornou o primeiro atleta a desertar a antiga União Soviética para jogar na NHL, abrindo caminho para outros como Igor Larionov, Sergei Fedorov e Slava Fetisov, todos no Hall da Fama.

Ele também foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em 1988, com a extinta seleção soviética. A demora para que seu nome fosse imortalizado gerou uma piada no meio, a “No Molginy Rule”, um suposto veto ao ex-jogador pelo conselho do Hall da Fama. “Estou feliz por fazer parte dessa grande organização. Agradeço aos meus colegas russos e da NHL que me ajudaram a chegar até aqui”, disse.

Mulheres da classe têm ouro olímpico no currículo

Botterill e Decker, as duas mulheres na classe de atletas também tem ouro olímpico no currículo. A primeira conquistou o título em 2002, 2006 e 2010 com o Canadá. Americana, a segunda venceu o torneio em 2018.

Entre os builders, Parker treinou a prestigiada Boston University de 1973 a 2013 e foi campeão da NCAA em 78, 95 e 2009. Sauvageau foi a técnica da Seleção Canadense campeã olímpica de 2002 e atualmente é gerente geral do Montreal Victoire, time da Professional Women’s Hockey League.

Fundado em 1943, o Hall da Fama fica em Toronto. Contando com a classe de 2025, são 300 jogadores, 14 jogadoras, 119 builders e 16 árbitros.

nhl nhl

Redator publicitário e quadrinista amador. Fanático por hóquei desde os anos 90, com mais da metade da vida dedicada a leituras e pesquisas sobre o assunto por puro hobby. Entusiasta de Nintendinho 8 bits, Master System e Super Nintendo, leitor do Capitão Marvel e Lanterna Verde, ouvinte de heavy metal e hardcore punk.

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