Defensor de Boston passa por cirurgia no rosto após ser acertado por chute de Noah Dobson no sábado, em vitória contra o Montreal Canadiens
Marco Sturm, técnico do Boston Bruins, informou nesta quarta-feira (19) que Charlie McAvoy passou por uma cirurgia de reconstrução facial e deve desfalcar o time por tempo indeterminado. O defensor se machucou no último sábado (15), na vitória por 3 a 2 sobre o Montreal Canadiens, quando foi atingido por um puck chutado por Noah Dobson.
Os Bruins enfrentam o Anaheim Ducks nesta quarta-feira (19), na Califórnia. Em coletiva pré-jogo, Sturm falou sobre o status de seu astro. “Ele está bem, está em recuperação em casa e ainda não sabemos de quanto tempo vai precisar”, afirmou.
McAvoy foi atingido na mandíbula, na metade do segundo período da partida contra Montreal. O defensor recebeu atendimento ainda no rinque e, na sequência, deixou o jogo e não retornou mais. Os Bruins venciam por 2 a 1 na ocasião.
Charlie McAvoy leaves the the game after taking a puck to the face pic.twitter.com/QlsNdINYoD
— Sportsnet (@Sportsnet) November 16, 2025
O clube não especificou a extensão do ferimento, embora veículos como The Boston Globe especulem que o jogador possa ter fraturado o maxilar.
McAvoy está na NHL há nove anos e nunca disputou uma temporada completa, seja por lesões ou por ter sido poupado. Sua temporada com mais partidas jogadas foi 2021-22, ele esteve no rinque em 78 dos 82 compromissos de Boston.
O defensor tem 14 assistências em 19 jogos em 2025-26.
Embora não seja algo comum, jogadores podem, eventualmente, ser atingidos por puck no rosto. Nomes como Steve Yzerman, Mats Sundin, Ryan Getzlaf, Zdeno Chara e Matt Greene já foram vítimas de incidentes similares.
Além de eventuais danos ao maxilar, os ferimentos mais comuns antes da obrigatoriedade de capacetes com visor protetor eram na região ocular, como fratura na órbita óssea ou cortes profundos no supercílio. Primeiro jogador negro da NHL, Willie O’Ree ficou cego do olho direito quando ainda era juvenil e foi vítima de puck no rosto em 1955, época em que defendia o Kitchener Canucks. Ele seguiu com sua carreira, apesar da gravidade da lesão.
Embora não haja registro de casos de cegueira total na NHL, jogadores como Ryan McGill, em 1996, e Bryan Berard, em 2000, tiveram perda significativa de visão e suas carreiras foram abreviadas após serem atingidos por pucks no rosto.
O número de incidentes diminuiu com o novo regulamento implantado em 2013. A partir da temporada 2013-14, todo jogador que entrasse na liga precisaria usar capacete com protetor por toda a carreira. Apenas aqueles que estavam em atividade antes da mudança no regulamento poderiam seguir com os capacetes sem visores.
nhl Redator publicitário e quadrinista amador. Fanático por hóquei desde os anos 90, com mais da metade da vida dedicada a leituras e pesquisas sobre o assunto por puro hobby. Entusiasta de Nintendinho 8 bits, Master System e Super Nintendo, leitor do Capitão Marvel e Lanterna Verde, ouvinte de heavy metal e hardcore punk.
Leia mais
NHL