Confira os principais custos e como se planejar para acompanhar o duelo entre Seahawks e Patriots na Califórnia
O Super Bowl LX está cada vez mais próximo! A grande decisão da temporada 2025-26 da NFL acontece no dia 8 de fevereiro, estrelando uma revanche da final de 2014 entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots. Desta vez, os rivais se enfrentam no tradicional Levi’s Stadium, casa do San Francisco 49ers, em Santa Clara, na Califórnia.
Acompanhar de perto os melhores jogadores da liga brigando pela oportunidade de eternizar seus nomes na história com a conquista do Troféu Vince Lombardi é uma chance única. Além disso, milhares de fãs de futebol americano irão se deslocar até a Bay Area para vivenciar o jogo mais empolgante do ano.
Como não poderia ser diferente, a presença de brasileiros é certa. No entanto, antes da ansiedade pela realização de um sonho, o planejamento financeiro deve ser o foco de quem pretende viajar aos Estados Unidos para acompanhar o Super Bowl. Confira abaixo alguns dos principais fatores que precisam ser considerados antes da viagem.
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Em 1967, Kansas City Chiefs e Green Bay Packers se enfrentaram no Super Bowl I com ingressos vendidos por apenas US$ 12 (corrigindo pela inflação, algo em torno de R$ 620 atualmente). Com o crescimento da NFL ao longo dos últimos 60 anos, os tíquetes para a grande decisão da temporada se tornaram um artigo de luxo e, sobretudo, alvo de alta competição em todo o mundo por assentos mais acessíveis.
Considerando as cotações da última terça-feira (27), os ingressos mais baratos para a partida entre Seahawks e Patriots estão na faixa dos R$ 35 mil. Em contrapartida, entradas mais caras podem atingir valores próximos a R$ 390 mil.
Vale notar que a NFL oferece pacotes oficiais com experiências exclusivas, comercializados a partir de R$ 40 mil. O conjunto inclui hospitalidade no pré-jogo, apresentações musicais ao vivo e tailgates com open bar. Ainda assim, voos e hospedagem não estão inclusos.

Além dos ingressos, passagens aéreas e hotéis representam outro impacto significativo no orçamento e podem variar de acordo com a região do Brasil onde o torcedor reside. Considerando uma viagem para San Francisco partindo da cidade de São Paulo, passagens aéreas podem ser encontradas na faixa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.
A questão da hospedagem costuma ser mais complicada, uma vez que os preços sobem exponencialmente na semana que antecede o Super Bowl. Dados de portais como Priceline e Hotels.com indicam que até mesmo hotéis econômicos podem cobrar valores até dez vezes maiores do que suas tarifas habituais.
O preço médio de uma diária na região pode girar em torno de R$ 1,6 mil durante o período da decisão, com valores ainda mais elevados para hotéis localizados no centro de San Francisco. Buscar estadia em cidades um pouco mais afastadas do estádio é uma boa alternativa para economizar.
Por fim, alguns gastos variáveis acabam encarecendo ainda mais a conta. O aluguel de carros na Bay Area, por exemplo, também sofre reajustes durante o período, com valores que podem chegar a R$ 500 por dia.
Uma boa estratégia é conferir o aeroporto de chegada no momento da compra das passagens, já que o San Francisco International Airport costuma oferecer opções mais acessíveis de locação de veículos.
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Além disso, despesas com alimentação, passeios turísticos e lembranças também devem ser consideradas e, em média, podem adicionar cerca de R$ 2 mil ao planejamento total da viagem.

Dessa forma, ao somar os principais custos, o torcedor brasileiro da NFL precisa estar preparado para investir, no mínimo, cerca de R$ 45 mil para acompanhar de perto o Super Bowl LX — valor que pode aumentar consideravelmente conforme o padrão de conforto e as escolhas feitas durante a viagem.
Apesar de ser um investimento inacessível para grande parte dos brasileiros, a experiência de vivenciar o maior evento esportivo dos Estados Unidos garante memórias inesquecíveis e a oportunidade de contato direto com outra cultura.
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nfl Jornalista. Começou a acompanhar NFL por influência paterna e expandiu seu amor aos outros esportes americanos. Torcedor do Los Angeles Lakers, Rams e Dodgers, além de santista roxo.
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